Ele confirmou que vai rescindir os acordos com as empresas responsáveis pelas obras na MT-170
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu, nesta quinta-feira (28), as críticas do senador Wellington Fagundes (PL) sobre as obras da MT-170 e afirmou que há uma “espetacularização” de problemas pontuais registrados na rodovia.
A estrada, antiga BR-174, virou alvo de embate político após Wellington questionar a qualidade do asfalto executado pelo Governo do Estado e criticar a decisão de estadualizar o trecho.
“Olha só, nós fizemos quase 7 mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com problema. O que nós não podemos é ser passivo, aceitar os problemas como normal”, afirmou em coletiva à imprensa.
“O que estão fazendo é muita espetacularização de alguns problemas pontuais que nós tivemos. O fato é que nós estamos agindo de acordo com a lei”, acrescentou.
“Grana preta” no DNIT
Pivetta também criticou a atuação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante o período em que a rodovia esteve sob responsabilidade federal e insinuou que havia desperdício de recursos públicos com serviços de manutenção considerados paliativos.
Apesar de não citar diretamente o senador, Wellington é visto como uma figura de forte influência política sobre o órgão em Mato Grosso durante os governos federais do MDB e do PL, período em que a antiga BR-174 permaneceu anos sem pavimentação definitiva e recebendo apenas serviços de manutenção.
O ex-governador Mauro Mendes (União) chegou a afirmar que Wellington “mandava no DNIT” enquanto a rodovia acumulava atoleiros.
“Vocês viram como eram as rodovias federais no Mato Grosso, como era a 163, como era o 174. O DNIT liberava todos os anos grandes montas de recursos para patrolar essa estrada. Isso aconteceu durante mais de 10 anos e isso virou um negócio”, disse.
“Todo ano liberava, tinha lá as empresas que faziam manutenção, tinha uma grana preta para fazer manutenção, dava uma patroladinha… É uma maneira muito legal de gastar dinheiro público. Agora a qualidade desse gasto é altamente questionável”, completou.
O governador afirmou que o Estado utilizou os mesmos projetos e licitações herdados do DNIT quando assumiu a obra, mas que as empreiteiras tinham obrigação de revisar e executar corretamente os serviços.
“Nós chamamos para nós um compromisso que era federal e que o Governo Federal não cumpria. Pegamos os projetos que eram do DNIT, os mesmos projetos, a mesma licitação. Portanto, elas tiveram a oportunidade e o dever de fazer os projetos e executar os mesmos projetos. Se executaram um projeto errado, problema deles”, afirmou.
Fim do contrato
Sobre os contratos da MT-170, Pivetta confirmou que o Estado deverá rescindir os acordos com as empresas responsáveis após fracasso nas tentativas de negociação.
“Nós vamos cumprir o rito legal, que é a rescisão dos contratos e os encaminhamentos jurídicos necessários para tentar rever esse prejuízo que o Estado está tendo”.
Fonte: Midianews

