Dia: 29 de maio de 2026

  • O momento exige diálogo, não confronto territorial

    O momento exige diálogo, não confronto territorial

    A retomada da discussão sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará é legítima. É natural que autoridades do nosso estado, Assembleia Legislativa, prefeitos e lideranças políticas defendam aquilo que entendem ser direito de Mato Grosso. Afinal, essa discussão não começou agora. Há décadas o tema da divisa entre os dois estados gera debates, ações judiciais e questionamentos históricos.

    Hoje, a área em discussão gira em torno de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e envolve regiões estratégicas do Norte do país. O caso voltou ao centro das atenções no Supremo Tribunal Federal (STF), reacendendo uma pauta que sempre mobilizou os municípios da nossa região.

    E existe um argumento forte defendido pelas lideranças mato-grossenses: boa parte da população dessas áreas acaba utilizando os serviços de cidades do Norte de Mato Grosso. Muitos moradores procuram atendimento médico, comércio, escolas, estrutura pública e serviços em municípios como Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte e outras cidades da região. Existe uma relação econômica e social consolidada ao longo dos anos.

    Tudo isso precisa ser reconhecido.

    Mas também é necessário fazer uma reflexão responsável sobre o momento em que esse debate volta à tona.

    O Brasil vive hoje uma das discussões logísticas mais importantes das últimas décadas. A duplicação da BR-163 avança como um projeto fundamental para o escoamento da produção nacional, enquanto a Ferrogrão surge como uma obra estratégica para transformar a economia de Mato Grosso e do próprio Brasil.

    A Ferrogrão, projetada para ligar Sinop até Miritituba, no Pará, terá cerca de 933 quilômetros de extensão e pode mudar completamente a logística do agronegócio brasileiro, reduzindo custos, ampliando a competitividade e fortalecendo o chamado Arco Norte.

    Só que existe um detalhe importante: Mato Grosso precisa do Pará para que esse projeto aconteça.

    A ferrovia depende diretamente dessa integração territorial, ambiental e logística entre os dois estados. O mesmo vale para a BR-163, principal corredor de escoamento da produção mato-grossense rumo aos portos do Norte. Hoje, a rodovia já opera sob forte pressão de tráfego e recebe investimentos bilionários justamente porque a Ferrogrão ainda não saiu do papel.

    Além disso, existem inúmeras discussões ambientais, fundiárias e jurídicas envolvendo o traçado da ferrovia, especialmente dentro do território paraense. O STF, inclusive, recentemente validou a lei que permite o avanço do projeto, mas os debates continuam intensos entre setores ambientais, econômicos e políticos.

    Por isso, talvez este não seja o momento mais oportuno para ampliar tensões políticas entre Mato Grosso e Pará.

    Não se trata de abandonar a defesa territorial do nosso estado. Muito pelo contrário. Mato Grosso tem o direito de discutir seus interesses e defender aquilo que considera justo. Porém, é preciso equilíbrio, inteligência política e visão estratégica de futuro.

    Estamos entrando em um período eleitoral importante no Brasil, com disputas para Presidência da República, governos estaduais, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, o país debate obras bilionárias que dependem diretamente de articulação entre estados, governo federal, órgãos ambientais e setor produtivo.

    Nesse cenário, o caminho mais inteligente talvez seja fortalecer pontes institucionais, e não ampliar conflitos políticos regionais.

    O Norte de Mato Grosso cresceu graças à força do trabalho, da produção e da capacidade de diálogo. E será justamente através da união de interesses estratégicos entre Mato Grosso e Pará que projetos como a Ferrogrão e a consolidação da BR-163 poderão finalmente sair do papel de forma definitiva.

    O debate territorial é legítimo. Mas o futuro econômico da região exige prudência, maturidade e cooperação.

    Por Ed Motta – Jornalista e diretor da TV Mutum

  • Pivetta critica “espetáculo” de WF e cita “grana preta” no DNIT

    Pivetta critica “espetáculo” de WF e cita “grana preta” no DNIT

    Ele confirmou que vai rescindir os acordos com as empresas responsáveis pelas obras na MT-170

     

    O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu, nesta quinta-feira (28), as críticas do senador Wellington Fagundes (PL) sobre as obras da MT-170 e afirmou que há uma “espetacularização” de problemas pontuais registrados na rodovia.

    A estrada, antiga BR-174, virou alvo de embate político após Wellington questionar a qualidade do asfalto executado pelo Governo do Estado e criticar a decisão de estadualizar o trecho.

     

    Olha só, nós fizemos quase 7 mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com problema. O que nós não podemos é ser passivo, aceitar os problemas como normal”, afirmou em coletiva à imprensa.

    O que estão fazendo é muita espetacularização de alguns problemas pontuais que nós tivemos. O fato é que nós estamos agindo de acordo com a lei”, acrescentou.

     

    “Grana preta” no DNIT

    Pivetta também criticou a atuação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante o período em que a rodovia esteve sob responsabilidade federal e insinuou que havia desperdício de recursos públicos com serviços de manutenção considerados paliativos.

    Apesar de não citar diretamente o senador, Wellington é visto como uma figura de forte influência política sobre o órgão em Mato Grosso durante os governos federais do MDB e do PL, período em que a antiga BR-174 permaneceu anos sem pavimentação definitiva e recebendo apenas serviços de manutenção.

     

    O ex-governador Mauro Mendes (União) chegou a afirmar que Wellington “mandava no DNIT” enquanto a rodovia acumulava atoleiros.

     

    Vocês viram como eram as rodovias federais no Mato Grosso, como era a 163, como era o 174. O DNIT liberava todos os anos grandes montas de recursos para patrolar essa estrada. Isso aconteceu durante mais de 10 anos e isso virou um negócio”, disse.

     

    Todo ano liberava, tinha lá as empresas que faziam manutenção, tinha uma grana preta para fazer manutenção, dava uma patroladinha… É uma maneira muito legal de gastar dinheiro público. Agora a qualidade desse gasto é altamente questionável”, completou.

     

    O governador afirmou que o Estado utilizou os mesmos projetos e licitações herdados do DNIT quando assumiu a obra, mas que as empreiteiras tinham obrigação de revisar e executar corretamente os serviços.

    Nós chamamos para nós um compromisso que era federal e que o Governo Federal não cumpria. Pegamos os projetos que eram do DNIT, os mesmos projetos, a mesma licitação. Portanto, elas tiveram a oportunidade e o dever de fazer os projetos e executar os mesmos projetos. Se executaram um projeto errado, problema deles”, afirmou.

     

    Fim do contrato

    Sobre os contratos da MT-170, Pivetta confirmou que o Estado deverá rescindir os acordos com as empresas responsáveis após fracasso nas tentativas de negociação.

    Nós vamos cumprir o rito legal, que é a rescisão dos contratos e os encaminhamentos jurídicos necessários para tentar rever esse prejuízo que o Estado está tendo”.

    Fonte:  Midianews

  • Legislativo municipal acompanha prestação de contas da Saúde com a apresentação do 1º Relatório Quadrimestral de 2026

    Legislativo municipal acompanha prestação de contas da Saúde com a apresentação do 1º Relatório Quadrimestral de 2026

    A Câmara Municipal de Nova Mutum sediou, na tarde desta quinta-feira (28), a Audiência Pública de Prestação de Contas da Saúde, ocasião em que foi apresentado o 1º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2026.

    Realizado no plenário da Casa de Leis, o encontro reforçou o compromisso com a transparência na gestão pública, permitindo que vereadores, profissionais da saúde e a população acompanhassem de perto os investimentos e resultados alcançados no setor entre os meses de janeiro e abril deste ano.

    A audiência teve início às 13h30 e atendeu às exigências estabelecidas pelo artigo 36 da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, que determina a apresentação periódica dos dados relacionados à aplicação dos recursos públicos na área da saúde.

    Durante a exposição, foram detalhadas informações sobre atendimentos realizados, internações, ações preventivas, programas desenvolvidos e investimentos destinados ao fortalecimento da rede municipal de saúde.

    Participaram da audiência a secretária municipal de Saúde, Sônia Ávila, o presidente da Câmara Municipal, Lucas Badan Faria (União Brasil), além dos vereadores José da Paixão (União Brasil), Beatriz Correa (União Brasil), Carmem Casagrande (União Brasil), Jaiane Santos (PP), Maciel Sousa (Republicanos) e Altair Albuquerque (PP).

    Também estiveram presentes servidores da área da saúde, representantes da comunidade e cidadãos interessados em acompanhar os dados apresentados.

    Representantes do Legislativo destacaram a importância da prestação de contas como instrumento fundamental para garantir a transparência da administração pública e fortalecer a participação popular.

    O presidente da Câmara, Lucas Badan Faria, ressaltou que a realização da audiência demonstra o compromisso das instituições públicas com a responsabilidade na aplicação dos recursos.

     

    A transparência é um dos pilares da gestão pública. Quando apresentamos os resultados e mostramos como os recursos estão sendo aplicados, fortalecemos a confiança da população e ampliamos a participação dos cidadãos nas decisões que impactam diretamente a comunidade , afirmou.

     

    A Câmara Municipal desempenha papel essencial nesse processo, promovendo espaços democráticos de debate e fiscalização que contribuem para a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.

    Segundo Badan, o acompanhamento realizado pelo Legislativo é fundamental para assegurar que as ações desenvolvidas estejam alinhadas às necessidades da sociedade.

     

    A Câmara tem a responsabilidade de fiscalizar, acompanhar e contribuir com as políticas públicas. Audiências como esta permitem que os vereadores exerçam seu papel de forma transparente e próxima da população , destacou.

     

    O relatório apresentado demonstrou a aplicação de recursos provenientes das esferas federal, estadual e municipal, evidenciando os esforços da gestão para ampliar o acesso aos serviços de saúde e fortalecer o atendimento prestado aos moradores de Nova Mutum.

    Os dados permitiram uma análise detalhada dos indicadores de desempenho da rede pública, oferecendo uma visão ampla sobre os avanços alcançados e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.

    Além de atender às determinações legais, a audiência pública representa uma importante ferramenta de aproximação entre o poder público e a sociedade.

    Por meio desse mecanismo, os cidadãos têm a oportunidade de conhecer a realidade do sistema municipal de saúde, acompanhar a destinação dos recursos e apresentar sugestões que possam contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas.

    A Câmara Municipal de Nova Mutum participa das discussões que promovam transparência e participação cidadã.

    Ao abrir as portas para o interesse coletivo, o Legislativo municipal fortalece a confiança da população nas instituições públicas e colabora para a construção de uma gestão cada vez mais alinhada às necessidades da comunidade.

    Fonte:  Assessoria

  • Pivetta defende plebiscito para definir impasse territorial entre Mato Grosso e Pará

    Pivetta defende plebiscito para definir impasse territorial entre Mato Grosso e Pará

    Governador afirma que moradores de seis municípios da região da Cachoeira das Sete Quedas devem decidir a qual estado querem pertencer

     

    O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu que, para solucionar o impasse com o estado do Pará em relação aos municípios situados na região da Cachoeira das Sete Quedas, o ideal é a realização de um plebiscito entre os moradores dos seis municípios em disputa, para que decidam a qual estado desejam pertencer.

    Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (28), o governador destacou que Mato Grosso é o estado que tem prestado serviços de saúde, educação e mobilidade à região.

    Se não houver outra solução, com as pessoas que moram nessa região, para que eles decidam em qual estado eles querem participar, se é o Pará ou se é o Mato Grosso”, declarou o republicano.

    O impasse territorial se arrastou por cerca de 20 anos e foi encerrado em 2020, quando o STF decidiu manter o limite entre Mato Grosso e Pará. Na ocasião, Mato Grosso buscava o reconhecimento, como parte de seu território, de uma extensão de terra incorporada ao Pará em 1922.

     

    No entanto, o estado voltou a questionar o entendimento em uma nova ação protocolada em maio de 2023, na qual reivindica novamente o reconhecimento de parte da área.

    A disputa envolve uma área equivalente ao território do estado de Sergipe e abrange seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.

    Diante do embate, a governadora Hana Ghassan (MDB) afirmou que “não cederia um palmo de terra” a Mato Grosso.

    Ao ser questionado sobre como avaliava a fala da chefe do Executivo paraense, Pivetta tratou o posicionamento com indiferença e frisou que Mato Grosso é quem tem acolhido a população da região e garantido os serviços básicos.

    Para falar a verdade eu tratei isso com pouca importância. Esse assunto está judicializado. Quem cuida dessa região de Mato Grosso é o governo de Estado de Mato Grosso, nós que damos assistência, estrada, saúde. Nós que dispomos os lugares para que esse povo que mora nessa região encontra para a suas necessidades”, pontuou.

    Ficou marcada para o dia 10 de junho a primeira audiência no STF, na tentativa de buscar uma conciliação entre os estados.

    Fonte: Reporter MT