Marcos Machado diz que estratégia é lidera pela presidente do TRE-MT e mais dois magistrados
O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e corregedor, Marcos Machado, afirmou que a instituição vai utilizar a inteligência artificial (IA) para barrar eventual financiamento do crime organizado na eleição deste ano.
O magistrado disse que a atuação do crime organizado e das facções criminosas no processo eleitoral são uma das preocupações não apenas do tribunal local, como do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em todo o Brasil.
Para atuar contra o possível dinheiro ilegal que pode financiar as campanhas, Machado explicou que a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Alves, assinou um termo de cooperação técnica com a Polícia Civil para desenvolver o trabalho de inteligência. Ela será auxiliada no trabalho pelos desembargadores Lídio Modesto e Luiz Octávio Saboia.
Ao MidiaNews, o corregedor eleitoral, explicou como será feito o monitoramento.
“Um dos mecanismos que temos é o uso da inteligência artificial na contabilidade. Você tem praticamente uma inteligência ultra-humana que vai buscar as justificativas e vai atrás do dinheiro”, afirmou. Ele não detalhou como o TRE-MT fará com a contabilidade de campanha das siglas e federações concorrentes.
Essa fiscalização, diz, não era prática nas eleições passadas. “A inteligência artificial tem mecanismos para busca sobretudo de equações. Para explicações a respeito das justificativas. Então, você tem toda uma ferramenta diferente daquilo que você tinha nas eleições passadas”, disse.
O grupo liderado pela presidente do TRE-MT farpa o monitoramento e receberá denúncias quer precisarão ser apuradas, diz Marcos Machado.
Abuso econômico
O vice-presidente do TRE-MT esclareceu que a entrada do crime organizado e facções criminosas em disputa eleitoral é fato, já atestado pelo TSE, e que representa um abuso de poder econômico.
“A grande preocupação é a tomada das facções. As facções estão em empresas. E eles estão financiando. Isso é uma realidade nacional. O próprio Tribunal Superior Eleitoral já reconhece. Então, não é diferente aqui em Mato Grosso”, lamentou o desembargador.
Fonte: Midianews
