A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá renovação de 25% na próxima legislatura. Com 100% das urnas apuradas, 18 dos 24 deputados eleitos já exercem mandato na Casa, enquanto seis nomes que não fazem parte da atual composição conquistaram cadeiras para o período que começa em 2027.
Max Russi (Podemos) terminou como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso, com 86.934 votos. Lúdio Cabral (PT) ficou em segundo, com 86.107, diferença de apenas 827 votos. Gilberto Cattani (PL) aparece na terceira posição, com 69.672 votos.
Na sequência estão Samantha do Abilio (PL), com 57.900 votos; Dilmar Dal Bosco (União), com 56.294; Ulysses Moraes (Podemos), com 56.207; Beto Dois a Um (Podemos), com 56.148; e Dr. João (MDB), com 55.955.
Os seis nomes que não fazem parte da atual composição e ocuparão cadeiras a partir de 2027 são Samantha do Abilio (PL), Ulysses Moraes (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Alcino Barcelos (PL) e Adelcino Lopo (Podemos). Ulysses, porém, não é estreante na ALMT: ele já exerceu mandato de deputado estadual entre 2019 e 2023.
Com 100% das urnas apuradas em Mato Grosso, 2.049.718 eleitores compareceram às urnas, o equivalente a 77,79% dos 2.634.992 eleitores aptos. A abstenção chegou a 585.274 eleitores, ou 22,21%. Na votação para deputado estadual, foram contabilizados 1.925.830 votos válidos, sendo 1.822.273 nominais e 103.557 de legenda. Outros 78.422 votos (3,83%) foram em branco e 43.870 (2,14%), nulos.
Houve ainda 1.596 votos anulados sub judice. O quociente eleitoral ficou em 80.243 votos, número utilizado como referência para a distribuição das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa pelo sistema proporcional. A Justiça Eleitoral diferencia a apuração feita em cada urna da totalização, que reúne os resultados de todas as seções para formar o resultado da eleição.
Veja os 24 deputados estaduais eleitos, por ordem de votação
Max Russi (Podemos) – 86.934 votos
Lúdio Cabral (PT) – 86.107 votos
Gilberto Cattani (PL) – 69.672 votos
Samantha do Abilio (PL) – 57.900 votos
Dilmar Dal Bosco (União) – 56.294 votos
Ulysses Moraes (Podemos) – 56.207 votos
Beto Dois a Um (Podemos) – 56.148 votos
Dr. João (MDB) – 55.955 votos
Léo Bortolin (MDB) – 51.040 votos
Alessandra Ferreira (Podemos) – 50.802 votos
Faissal (PL) – 41.039 votos
Thiago Silva (MDB) – 40.856 votos
Diego Guimarães (Republicanos) – 40.482 votos
Valmir Moretto (Republicanos) – 37.653 votos
Dr. Eugênio (Republicanos) – 36.700 votos
Fabinho Tardin (Podemos) – 36.122 votos
Nininho (Republicanos) – 33.438 votos
Valdir Barranco (PT) – 32.137 votos
Engº Sebastião Machado Rezende (União) – 32.108 votos
Carlos Avallone (PSDB) – 31.035 votos
Alcino Barcelos (PL) – 22.624 votos
Adelcino Lopo (Podemos) – 21.146 votos
Wilson Santos (PSD) – 19.911 votos
Chico Guarnieri (PSDB) – 18.842 votos
Podemos terá maior bancada
O resultado também muda a distribuição das forças partidárias na Assembleia. O Podemos terá seis das 24 cadeiras, formando a maior bancada, com Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
PL e Republicanos terão quatro deputados cada. Pelo PL foram eleitos Gilberto Cattani, Samantha do Abilio, Faissal e Alcino Barcelos. No Republicanos, conquistaram mandato Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.
O MDB terá três representantes: Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva. PT, União Brasil e PSDB terão dois deputados cada. Lúdio Cabral e Valdir Barranco representam o PT; Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, o União; e Carlos Avallone e Chico Guarnieri, o PSDB. O PSD terá uma cadeira, com Wilson Santos.
Reeleitos ampliam votação
Dos 18 integrantes da atual Assembleia que conseguiram permanecer na Casa, a maior parte aumentou a votação em relação a 2022. Max Russi passou de 70.328 para 86.934 votos, acréscimo de 16.606. Lúdio Cabral saltou de 47.533 para 86.107, crescimento de 38.574 votos, enquanto Gilberto Cattani saiu de 44.705 para 69.672, aumento de 24.967.
Dilmar Dal Bosco avançou de 42.156 para 56.294 votos e Dr. João mais que dobrou sua votação, passando de 24.957 para 55.955. Beto Dois a Um também registrou crescimento expressivo: saiu de 26.462 votos em 2022 para 56.148 agora.
Também ampliaram suas votações Faissal, de 30.240 para 41.039; Thiago Silva, de 30.506 para 40.856; Diego Guimarães, de 25.907 para 40.482; Valmir Moretto, de 25.207 para 37.653; Dr. Eugênio, de 25.378 para 36.700; Fabinho Tardin, de 29.709 para 36.122; Valdir Barranco, de 29.359 para 32.137; e Carlos Avallone, de 26.594 para 31.035 votos.
Três reeleitos, porém, tiveram menos votos do que há quatro anos. Nininho caiu de 50.875 para 33.438 votos; Sebastião Rezende, de 36.919 para 32.108; e Wilson Santos, de 23.446 para 19.911 votos. Mesmo com a redução, os três conseguiram permanecer na Assembleia por meio da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Chico Guarnieri, reeleito com 18.842 votos, é um caso diferente na comparação com 2022. Ele integra a atual composição da Assembleia, mas não estava entre os 24 candidatos originalmente eleitos naquele pleito.
Seis cadeiras mudam de mãos
A renovação de 25% ocorre com a saída de seis integrantes da atual composição. Janaina Riva (MDB) não buscou a reeleição porque deixou a disputa proporcional para concorrer ao Senado. Outros integrantes da atual legislatura foram às urnas em busca de um novo mandato, mas não conseguiram permanecer entre os 24 eleitos.
A comparação com 2022 também evidencia a mudança entre os nomes que deixaram a Casa. Eduardo Botelho havia sido eleito naquele ano com 51.998 votos; Júlio Campos, com 33.800; Paulo Araújo, com 24.551; Elizeu Nascimento, com 22.415; e Juca do Guaraná, com 20.723 votos.
Com seis mudanças entre as 24 cadeiras, a Assembleia que assume em fevereiro de 2027 terá, portanto, 75% de continuidade e 25% de renovação, além de uma nova correlação de forças partidárias, com o Podemos ocupando sozinho um quarto das vagas do Legislativo estadual.
Fonte: Olhardireto
