Dia: 5 de outubro de 2026

  • Prefeitura de Nova Mutum abre credenciamento para contratação de artistas e bandas locais

    Prefeitura de Nova Mutum abre credenciamento para contratação de artistas e bandas locais

    Edital visa valorizar a cultura local e garantir apresentações musicais em eventos municipais ao longo do ano

    O Município de Nova Mutum, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Cultura, tornou público nesta semana a abertura do Edital de Credenciamento nº 015/2026 para contratação de artistas e bandas locais para apresentações musicais em eventos promovidos, apoiados ou realizados pelo poder público municipal.

    O processo de credenciamento está aberto e vai até 12 de outubro de 2026 para a primeira sessão de análise documental, com o objetivo de fortalecer o segmento musical do município, proteger o patrimônio imaterial e promover as diferentes expressões culturais presentes na comunidade mutuense.

    A iniciativa garante visibilidade, divulgação e remuneração pelos serviços prestados aos artistas e bandas credenciados, além de proporcionar à população momentos de lazer e confraternização com acesso à música e à cultura.

    O edital contempla diferentes gêneros musicais, incluindo rock, música gauchesca, samba/pagode, sertanejo, forró, lambadão/rasqueado e DJs, assegurando atendimento às demandas de diversos eventos ao longo do ano.
    Marcelo Bragatti, coordenador de Cultura de Nova Mutum, destacou a importância da medida para o fortalecimento da cena artística local. “O Edital de Credenciamento nº 015/2026 visa apoiar o segmento musical do município, proteger o patrimônio imaterial, valorizar o artista local e promover as diferentes expressões culturais presentes em nossa comunidade“, afirmou Bragatti.

    A convocação para os eventos ocorre por critérios impessoais regulamentados, como rateio por saldo de atendimento, controlado automaticamente pela plataforma digital https://novamutum.credenciamei.com.br, que atualiza os fornecimentos executados por cada fornecedor.

    O recebimento de propostas e documentos de habilitação está aberto desde 30 de setembro de 2026, às 8h, até 12 de outubro de 2026, às 23h59 (horário de Brasília), para a primeira sessão. As sessões públicas destinam-se ao registro, análise e deliberação sobre os requerimentos de credenciamento e documentação apresentada, conforme calendário estabelecido:

     

    1ª Sessão: documentos até 12/10/2026, sessão em 13/10/2026

    2ª Sessão: documentos até 12/11/2026, sessão em 13/11/2026

    3ª Sessão: documentos até 16/12/2026, sessão em 17/12/2026

    4ª Sessão: documentos até 16/02/2027, sessão em 17/02/2027

    5ª Sessão: documentos até 19/04/2027, sessão em 20/04/2027

    6ª Sessão: documentos até 20/06/2027, sessão em 21/06/2027

    7ª Sessão: documentos até 22/08/2027, sessão em 23/08/2027

     

    Para maiores informações, os interessados podem acessar a Página Oficial da Prefeitura (https://www.novamutum.mt.gov.br/publicacoes), o Aplicativo Web (https://novamutum.credenciamei.com.br) ou o Portal Nacional de Compras Públicas (https://www.pncp.gov.br).

    Fonte:  Assessoria

  • Assembleia tem renovação de 25%; seis novatos entram e 18 deputados garantem novo mandato

    Assembleia tem renovação de 25%; seis novatos entram e 18 deputados garantem novo mandato

    A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá renovação de 25% na próxima legislatura. Com 100% das urnas apuradas, 18 dos 24 deputados eleitos já exercem mandato na Casa, enquanto seis nomes que não fazem parte da atual composição conquistaram cadeiras para o período que começa em 2027.

     

    Max Russi (Podemos) terminou como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso, com 86.934 votos. Lúdio Cabral (PT) ficou em segundo, com 86.107, diferença de apenas 827 votos. Gilberto Cattani (PL) aparece na terceira posição, com 69.672 votos.

    Na sequência estão Samantha do Abilio (PL), com 57.900 votos; Dilmar Dal Bosco (União), com 56.294; Ulysses Moraes (Podemos), com 56.207; Beto Dois a Um (Podemos), com 56.148; e Dr. João (MDB), com 55.955.

    Os seis nomes que não fazem parte da atual composição e ocuparão cadeiras a partir de 2027 são Samantha do Abilio (PL), Ulysses Moraes (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Alcino Barcelos (PL) e Adelcino Lopo (Podemos). Ulysses, porém, não é estreante na ALMT: ele já exerceu mandato de deputado estadual entre 2019 e 2023.

    Com 100% das urnas apuradas em Mato Grosso, 2.049.718 eleitores compareceram às urnas, o equivalente a 77,79% dos 2.634.992 eleitores aptos. A abstenção chegou a 585.274 eleitores, ou 22,21%. Na votação para deputado estadual, foram contabilizados 1.925.830 votos válidos, sendo 1.822.273 nominais e 103.557 de legenda. Outros 78.422 votos (3,83%) foram em branco e 43.870 (2,14%), nulos.

    Houve ainda 1.596 votos anulados sub judice. O quociente eleitoral ficou em 80.243 votos, número utilizado como referência para a distribuição das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa pelo sistema proporcional. A Justiça Eleitoral diferencia a apuração feita em cada urna da totalização, que reúne os resultados de todas as seções para formar o resultado da eleição.

     

     

    Veja os 24 deputados estaduais eleitos, por ordem de votação

    Max Russi (Podemos) – 86.934 votos

    Lúdio Cabral (PT) – 86.107 votos

    Gilberto Cattani (PL) – 69.672 votos

    Samantha do Abilio (PL) – 57.900 votos

    Dilmar Dal Bosco (União) – 56.294 votos

    Ulysses Moraes (Podemos) – 56.207 votos

    Beto Dois a Um (Podemos) – 56.148 votos

    Dr. João (MDB) – 55.955 votos

    Léo Bortolin (MDB) – 51.040 votos

    Alessandra Ferreira (Podemos) – 50.802 votos

    Faissal (PL) – 41.039 votos

    Thiago Silva (MDB) – 40.856 votos

    Diego Guimarães (Republicanos) – 40.482 votos

    Valmir Moretto (Republicanos) – 37.653 votos

    Dr. Eugênio (Republicanos) – 36.700 votos

    Fabinho Tardin (Podemos) – 36.122 votos

    Nininho (Republicanos) – 33.438 votos

    Valdir Barranco (PT) – 32.137 votos

    Engº Sebastião Machado Rezende (União) – 32.108 votos

    Carlos Avallone (PSDB) – 31.035 votos

    Alcino Barcelos (PL) – 22.624 votos

    Adelcino Lopo (Podemos) – 21.146 votos

    Wilson Santos (PSD) – 19.911 votos

    Chico Guarnieri (PSDB) – 18.842 votos

     

    Podemos terá maior bancada

    O resultado também muda a distribuição das forças partidárias na Assembleia. O Podemos terá seis das 24 cadeiras, formando a maior bancada, com Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.

    PL e Republicanos terão quatro deputados cada. Pelo PL foram eleitos Gilberto Cattani, Samantha do Abilio, Faissal e Alcino Barcelos. No Republicanos, conquistaram mandato Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

    O MDB terá três representantes: Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva. PT, União Brasil e PSDB terão dois deputados cada. Lúdio Cabral e Valdir Barranco representam o PT; Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, o União; e Carlos Avallone e Chico Guarnieri, o PSDB. O PSD terá uma cadeira, com Wilson Santos.

    Reeleitos ampliam votação

    Dos 18 integrantes da atual Assembleia que conseguiram permanecer na Casa, a maior parte aumentou a votação em relação a 2022. Max Russi passou de 70.328 para 86.934 votos, acréscimo de 16.606. Lúdio Cabral saltou de 47.533 para 86.107, crescimento de 38.574 votos, enquanto Gilberto Cattani saiu de 44.705 para 69.672, aumento de 24.967.

    Dilmar Dal Bosco avançou de 42.156 para 56.294 votos e Dr. João mais que dobrou sua votação, passando de 24.957 para 55.955. Beto Dois a Um também registrou crescimento expressivo: saiu de 26.462 votos em 2022 para 56.148 agora.

    Também ampliaram suas votações Faissal, de 30.240 para 41.039; Thiago Silva, de 30.506 para 40.856; Diego Guimarães, de 25.907 para 40.482; Valmir Moretto, de 25.207 para 37.653; Dr. Eugênio, de 25.378 para 36.700; Fabinho Tardin, de 29.709 para 36.122; Valdir Barranco, de 29.359 para 32.137; e Carlos Avallone, de 26.594 para 31.035 votos.

    Três reeleitos, porém, tiveram menos votos do que há quatro anos. Nininho caiu de 50.875 para 33.438 votos; Sebastião Rezende, de 36.919 para 32.108; e Wilson Santos, de 23.446 para 19.911 votos. Mesmo com a redução, os três conseguiram permanecer na Assembleia por meio da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

    Chico Guarnieri, reeleito com 18.842 votos, é um caso diferente na comparação com 2022. Ele integra a atual composição da Assembleia, mas não estava entre os 24 candidatos originalmente eleitos naquele pleito.

    Seis cadeiras mudam de mãos

    A renovação de 25% ocorre com a saída de seis integrantes da atual composição. Janaina Riva (MDB) não buscou a reeleição porque deixou a disputa proporcional para concorrer ao Senado. Outros integrantes da atual legislatura foram às urnas em busca de um novo mandato, mas não conseguiram permanecer entre os 24 eleitos.

    A comparação com 2022 também evidencia a mudança entre os nomes que deixaram a Casa. Eduardo Botelho havia sido eleito naquele ano com 51.998 votos; Júlio Campos, com 33.800; Paulo Araújo, com 24.551; Elizeu Nascimento, com 22.415; e Juca do Guaraná, com 20.723 votos.

    Com seis mudanças entre as 24 cadeiras, a Assembleia que assume em fevereiro de 2027 terá, portanto, 75% de continuidade e 25% de renovação, além de uma nova correlação de forças partidárias, com o Podemos ocupando sozinho um quarto das vagas do Legislativo estadual.

    Fonte:  Olhardireto

  • Coronel Fernanda lidera votação para federal em Cuiabá; Virginia, Assis e Rosa completam top 4

    Coronel Fernanda lidera votação para federal em Cuiabá; Virginia, Assis e Rosa completam top 4

    Coronel Fernanda (PL) não apenas terminou como a deputada federal mais votada de Mato Grosso, como também liderou a preferência dos eleitores de Cuiabá na disputa pela Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu 39.207 votos na Capital, seguida de perto por Virginia Mendes (União), com 38.193. Coronel Assis (PL) e Rosa Neide (PT) completaram as quatro primeiras posições.

     

    A diferença entre Fernanda e Virginia em Cuiabá foi de apenas 1.014 votos. Coronel Assis apareceu em terceiro, com 35.048 votos, enquanto Rosa Neide recebeu 32.068. Os quatro primeiros colocados na Capital também estão entre os deputados eleitos para representar Mato Grosso em Brasília a partir de 2027.

    Fábio Garcia (União), também reeleito, foi o quinto mais votado pelos cuiabanos, com 17.497 votos. Na sequência aparece Emanuelzinho (PSD), com 13.598, que, apesar do desempenho na Capital, não conseguiu renovar o mandato.

    Ranalli (PL) recebeu 12.863 votos e ficou na sétima posição em Cuiabá, seguido por Professor Haroldo (Novo), com 11.702. Coronel Roveri (Podemos), eleito deputado federal pelo sistema proporcional, obteve 10.093 votos na Capital, enquanto Procurador Mauro (PSD) completou os dez primeiros, com 9.680.

    O resultado mostra que Cuiabá teve peso diferente na votação dos candidatos que terminaram nas primeiras posições no Estado. Coronel Fernanda, por exemplo, somou 205.064 votos em Mato Grosso, dos quais 39.207 vieram da Capital, cerca de 19,1% do total. Virginia Mendes recebeu 102.120 votos no Estado e concentrou 38.193 em Cuiabá, o equivalente a aproximadamente 37,4% de toda a sua votação.

    Coronel Assis recebeu 128.697 votos em Mato Grosso, com 35.048 deles na Capital — cerca de 27,2%. Já Rosa Neide conquistou 140.351 votos no Estado e recebeu 32.068 em Cuiabá, aproximadamente 22,8% de sua votação.

    Fábio Garcia teve uma distribuição mais espalhada pelo Estado. Dos 139.777 votos conquistados em Mato Grosso, 17.497 foram em Cuiabá, aproximadamente 12,5%. Mesmo ficando em quinto na Capital, terminou como o terceiro candidato a deputado federal mais votado no Estado.

     

     

    Veja os dez mais votados em Cuiabá

    Coronel Fernanda (PL) – 39.207 votos

    Virginia Mendes (União) – 38.193 votos

    Coronel Assis (PL) – 35.048 votos

    Professora Rosa Neide (PT) – 32.068 votos

    Fábio Garcia (União) – 17.497 votos

    Emanuelzinho (PSD) – 13.598 votos

    Ranalli (PL) – 12.863 votos

    Professor Haroldo (Novo) – 11.702 votos

    Coronel Roveri (Podemos) – 10.093 votos

    Procurador Mauro (PSD) – 9.680 votos.

     

    O cenário foi diferente na eleição de 2022, quando Abilio Brunini (PL), hoje prefeito de Cuiabá, liderou a votação para deputado federal na Capital, com 41.621 votos, dentro dos 87.072 conquistados em todo o Estado. Naquele pleito, Emanuelzinho (MDB) ficou em segundo entre os cuiabanos, com 25.941 votos, enquanto Fábio Garcia (União), apesar de receber apenas 16.488 votos em Cuiabá, terminou como o deputado federal mais votado de Mato Grosso, com 98.704 votos. Quatro anos depois, a liderança na Capital passou para Coronel Fernanda (PL), com 39.207 votos, resultado 2.414 votos abaixo da marca alcançada por Abílio em Cuiabá em 2022.

    Seis dos oito eleitos aparecem entre os dez primeiros

    Dos oito deputados federais eleitos por Mato Grosso, seis aparecem entre os dez candidatos mais votados em Cuiabá: Coronel Fernanda, Virginia Mendes, Coronel Assis, Rosa Neide, Fábio Garcia e Coronel Roveri.

    Os dois eleitos que ficaram fora desse grupo na Capital foram Juarez Costa (Republicanos) e Thiago Boava (PL). No resultado estadual, Juarez conquistou 83.728 votos e Thiago, 72.375.

    Com 100% das urnas apuradas em Mato Grosso, a bancada eleita é formada por Coronel Fernanda (PL), com 205.064 votos; Rosa Neide (PT), 140.351; Fábio Garcia (União), 139.777; Coronel Assis (PL), 128.697; Virginia Mendes (União), 102.120; Juarez Costa (Republicanos), 83.728; Thiago Boava (PL), 72.375; e Coronel Roveri (Podemos), 47.195.

    O resultado garante ao PL três das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara, enquanto o União Brasil terá duas. PT, Republicanos e Podemos conquistaram uma vaga cada. A nova bancada terá renovação de 50%, com quatro integrantes da atual representação permanecendo em Brasília e quatro mudanças de ocupantes a partir de 2027.
     

     

    Fonte: Olhardireto

  • Pivetta vê surpresa com vitória no 1º turno: “MT confiou em mim”

    Pivetta vê surpresa com vitória no 1º turno: “MT confiou em mim”

    Após vencer no primeiro turno, governador diz que começará a planejar os próximos quatro anos na segunda

    O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), oficialmente reeleito na noite deste domingo (4), afirmou ter ficado “positivamente surpreso” com a vitória no primeiro turno. E disse que o resultado aumenta o compromisso e responsabilidade com a população de Mato Grosso.

    A declaração foi dada no início desta noite, no seu comitê eleitoral em Cuiabá.

    “Confesso que fiquei positivamente surpreso. Estou muito feliz, muito realizado. Aumenta meu compromisso, aumenta a responsabilidade. Porque o povo de Mato Grosso confiou em mim”, afirmou.

    “A primeira coisa é agradecer. Agradecer a Deus, agradecer o povo mato-grossense e a todos os votos que recebi. E reafirmar o compromisso que vou dar o meu melhor para fazer o bem ao povo”, disse.

    Segundo a apuração da Justiça Eleitoral, Pivetta bateu mais de 1 milhão de votos e 60% dos votos.

     

    “Servir ao povo”

    O governador também afirmou que pretende retribuir a confiança recebida nas urnas com trabalho. “Vou servir ao povo e servir a Deus todos os dias”, declarou.

    Questionado se tiraria uma folga na segunda-feira (5), após a campanha e a vitória, Pivetta respondeu que retomará o trabalho já com o planejamento do próximo mandato.

    “Amanhã é segunda-feira, vou trabalhar. Já no inicio amanhã estarei pensando nos próximos quatro anos. Amanhã vai ser um dia intenso, se Deus quiser”, afirmou.

    Ainda durante a entrevista, o governador não apontou uma área específica a ser tratada como prioritária e respondeu: “Tudo é prioridade”.

    O governador comemorou a vitória na Praça 8 de Abril, conhecida como Praça do Choppão, em Cuiabá, junto com militantes e servidores do Governo.
     

     

    Fonte:  Midianews

  • Mendes elege Pivetta e Virginia e ajuda a enterrar Riva e Campos

    Mendes elege Pivetta e Virginia e ajuda a enterrar Riva e Campos

    Com aliados vitoriosos, ex-governador consolida influência e vê antigos rivais fora do jogo político

     

    As urnas deste domingo (4) consolidaram uma ampla vitória do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Ele conquistou uma das duas vagas ao Senado, enquanto seu sucessor, Otaviano Pivetta (Republicanos), foi reeleito governador no primeiro turno.

     

    O resultado preserva no Palácio Paiaguás o projeto político iniciado por Mendes em 2019 e mantém seu grupo no comando do Estado.

    A força do ex-governador também se refletiu na disputa proporcional. Dois nomes diretamente ligados a Mendes, ambos do União: o deputado federal Fábio Garcia e Virginia Mendes, sua esposa, conquistaram espaço na Câmara Federal. Mais do que vitórias individuais, os resultados ampliam a presença do grupo em Brasília e dão a Mendes uma base política própria para o novo mandato no Senado.

    A dimensão política do resultado, porém, vai além dos aliados eleitos. A eleição também produziu derrotas de adversários que, nos últimos anos, protagonizaram disputas internas e embates com Mendes. Janaina Riva (MDB), que tentou chegar ao Senado, ficou de fora e perdeu para José Medeiros (PL).

    A derrota de Janaina tem peso especial nesse tabuleiro. A deputada construiu nos últimos anos uma posição de independência em relação ao Palácio Paiaguás e se transformou em uma das principais lideranças estaduais fora da órbita de Mendes. Sua saída da Assembleia para disputar o Senado e a derrota nas urnas interrompem, ao menos momentaneamente, sua presença em cargos eletivos e reduzem um polo de contraponto ao grupo governista.

     

    Queda de Jayme

    Outro efeito relevante ocorreu sobre a família Campos, historicamente uma das estruturas políticas mais influentes de Mato Grosso. Jayme Campos (União) acabou fora da disputa majoritária depois de perder, dentro do União Brasil, a batalha pela candidatura ao Governo, enquanto Júlio Campos não conseguiu renovar seu mandato na Assembleia.

    A eleição, portanto, altera também a correlação de forças dentro do próprio campo político que durante décadas teve os irmãos Campos como protagonistas. A derrota de Jayme na convenção que confirmou o apoio do União a Pivetta já havia explicitado essa mudança interna.

    O saldo eleitoral coloca Mendes em uma posição de grande influência no novo desenho político de Mato Grosso: conquistou mandato de oito anos no Senado, viu Pivetta permanecer no Paiaguás e aliados próximos avançarem para Brasília, enquanto adversários tradicionais perderam espaço institucional.

    Mais do que uma vitória pessoal nas urnas, a eleição de 2026 redesenhou forças ao redor de um grupo político que chega ao próximo ciclo com presença simultânea no Governo do Estado, no Senado e na Câmara Federal.
     

    Fonte: Midianews