Dia: 2 de outubro de 2026

  • TRE proíbe venda e consumo de álcool durante horário de votação

    TRE proíbe venda e consumo de álcool durante horário de votação

    Restrição vale das 7h às 16h de domingo (4); forças de segurança auxiliarão no cumprimento da ordem

    O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) proibiu a venda, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o Estado durante o horário de votação do primeiro turno das eleições, no domingo (4). A restrição valerá das 7h às 16h.

    A determinação foi assinada nesta quinta-feira (1º) pelo vice-presidente do TRE-MT e corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado.

    A medida se aplica a estabelecimentos comerciais, locais públicos e espaços abertos ao público em todas as zonas eleitorais de Mato Grosso.

    A proibição inclui a venda de bebidas, o fornecimento gratuito e a distribuição. A portaria também unifica as regras para o Estado e revoga atos anteriores de juízos eleitorais que tenham estabelecido restrições diferentes.

    Segundo o TRE-MT, a medida foi adotada para concentrar a chamada Lei Seca no período de votação e evitar restrições além do horário considerado necessário para garantir a ordem durante o processo eleitoral.

    Em caso de descumprimento, o juiz eleitoral deverá determinar diretamente ao responsável ou ao estabelecimento que interrompa a conduta. As forças de segurança também poderão ser acionadas para auxiliar no cumprimento da ordem.

    A portaria também estabelece que eventual responsabilização por crime de desobediência depende de uma ordem direta e individualizada ao infrator. A regra está relacionada ao artigo 347 do Código Eleitoral.

    O TRE-MT encaminhou a portaria aos juízos eleitorais, cartórios, Secretaria de Estado de Segurança Pública, polícias Militar e Civil e Polícia Federal.

    Fonte:  Midianews

  • Pivetta faz campanha em Sinop e reforça compromisso com Nortão

    Pivetta faz campanha em Sinop e reforça compromisso com Nortão

    A caminhada também teve a participação de Rosana Martinelli, segunda suplente de Wellington Fagundes

     

    O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o candidato ao Senado José Medeiros (PL) fizeram campanha juntos em Sinop nesta quinta-feira (1º), durante uma caminhada que reuniu apoiadores deles e de Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.

    Medeiros participou da mobilização ao lado de Pivetta e convocou os apoiadores para os últimos dias da disputa. “Todo mundo caminhando! O governador Pivetta está aqui. É todo mundo por Flávio Bolsonaro! Flávio no Planalto e Alexandre na cadeia!”, disse.

     

    Pivetta agradeceu o apoio recebido e destacou a união política e a articulação entre as cidades como fundamentais para transformar demandas históricas em obras, citando a BR-163 como exemplo dessa atuação.

    “Quero reafirmar aqui o meu compromisso com Mato Grosso e, especialmente, com o Norte do Estado. Essa atitude de tomar a BR-163 para nós foi a prova de que, se tiver governo, se tiver unidade das cidades e se tiver vontade política, a gente faz. A 163 é só o começo da grande transformação que nós vamos fazer em Mato Grosso”, declarou.

    A fala faz referência à retomada da concessão da BR-163 pelo Governo de Mato Grosso, em 2023. A partir da mudança na gestão da rodovia, o Estado retomou as obras de duplicação e recuperação e passou a entregar novos trechos entre o Sul e o Norte. Em Sinop, a duplicação da travessia urbana também está em andamento, com seis viadutos previstos no projeto.

     

    “Eu quero continuar servindo o meu Estado. Tenho dedicado minha vida pública a servir Mato Grosso e quero ter a honra de continuar fazendo isso pelos próximos quatro anos. A direita de Mato Grosso é 10. E o 10 representa trabalho honesto, decente e uma gestão que faz Mato Grosso seguir prosperando. É esse o caminho que queremos continuar: construindo casas para quem precisa, melhorando nossas escolas, cuidando da saúde, da segurança pública e da infraestrutura”, afirmou.

    A caminhada também teve a participação de Rosana Martinelli, ex-prefeita de Sinop e segunda suplente de Wellington Fagundes (PL) na disputa ao Senado. Apesar de integrar a chapa do candidato adversário, Rosana declarou apoio a Pivetta e passou a atuar ao lado do governador na reta final da campanha.

    “Agora é a reta final, gente. Faltam três dias. Vamos firmes! Pivetta 10 como governador. Para dar continuidade à prosperidade, com mais saúde, mais infraestrutura e mais industrialização em Mato Grosso. É isso que queremos e é por isso que estaremos juntos com Pivetta 10 e Flávio Bolsonaro 22”, declarou.

     

     

     

    Fonte: Midianews

  • Pivetta reafirma posição contra bets, elogia proibição e diz que Lula ‘acordou tarde’

    Pivetta reafirma posição contra bets, elogia proibição e diz que Lula ‘acordou tarde’

    O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reafirmou ser contrário às casas de apostas on-line, as chamadas bets, e apoiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir a atividade no país. Apesar da concordância com a medida, Pivetta criticou o tempo levado pelo governo federal para agir e afirmou que a iniciativa “veio tarde”.

     

    “Eu sempre fui contra isso. O presidente acordou. Eu acho que fez certo. Acho que veio tarde. Já poderia ter tomado essa medida antes. Mas antes tarde do que nunca”, declarou Pivetta à imprensa ao deixar o debate da TV Centro América (TVCA), na noite desta terça-feira (29).

    Lula editou na sexta-feira (25) a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional. A decisão alcança apostas esportivas e jogos on-line e prevê um período de transição para o encerramento das plataformas. Os apostadores têm até 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis nas contas.

    A proibição representa uma mudança na política adotada nos últimos anos. As apostas de quota fixa foram autorizadas no Brasil em 2018 e receberam uma regulamentação mais ampla por meio da Lei nº 14.790, sancionada em 2023. O mercado regulado passou a funcionar em janeiro de 2025, com regras que já buscavam reduzir riscos de endividamento, como a proibição de crédito, cartão de crédito e bônus de entrada para apostas.

    Pivetta, porém, defendeu a extinção da atividade e associou as plataformas ao vício e à perda de renda das famílias. Também criticou a participação de celebridades e atletas em campanhas publicitárias do setor.

    “Eu sou favorável ao fim dessa jogatina, ao fim dessa desgraça que vicia as nossas crianças, nossos jovens. Vicia. Toma, assalta os nossos inocentes sem piedade nenhuma. Aí vem artista, vem jogador famoso fazer. Meu Deus do céu, onde nós vamos parar?”, questionou.

    Ao ser perguntado sobre o impacto das apostas no endividamento das famílias, o governador afirmou que parte da renda destinada anteriormente ao consumo passou a ser comprometida com jogos.

    “Aumentou muito. Não se sabe exatamente quanto. Mas as estimativas são absurdas. O povo está muito endividado, o povo parou de ir comprando menos no mercado por causa de perda de dinheiro em jogos. Isso tem estudos, tem estudos já publicados sobre a diminuição do consumo de alimentos, de bens básicos para destinar dinheiro para jogo”, afirmou.

    O impacto econômico e social das apostas foi uma das justificativas apresentadas pelo governo federal para a mudança de posição. Ao anunciar a MP, o Executivo classificou o crescimento da atividade como problema de saúde pública e vinculou a medida também à proteção de famílias endividadas.

    A proibição ainda depende do Congresso Nacional para se tornar permanente. Empresas do setor também iniciaram uma ofensiva jurídica contra a medida e acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto clubes de futebol pressionam o governo diante da perda de receitas de patrocínio das plataformas.

    Pivetta disse esperar que deputados e senadores mantenham a decisão de Lula. “Sem dúvida nenhuma. Eu não vejo outra solução. Já era para ter parado com isso muito antes. Parado logo no início. Eu já me manifestei, você lembrou muito bem, há muito tempo sobre isso aí”, concluiu.

    Fonte: Olhardireto

  • Quando o rio era espera: a ponte que vai mudar a história do Juruena

    Quando o rio era espera: a ponte que vai mudar a história do Juruena

    Durante décadas, atravessar o Rio Juruena não foi apenas uma questão de chegar à outra margem. Era preciso esperar. Esperar a balsa, chegar a tempo, enfrentar a fila, calcular o horário da viagem e, muitas vezes, aceitar que o destino teria de ficar para o dia seguinte.

    Essa realidade, por enquanto ainda faz parte da rotina de moradores de Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Japuranã. Localidades que, apesar da proximidade com Alta Floresta, um dos principais polos do Norte de Mato Grosso, convivem há décadas com as dificuldades de acesso provocadas pelo Rio Juruena e pelas condições da infraestrutura rodoviária.

    Para quem precisa buscar atendimento de saúde, transportar mercadorias, escoar a produção, estudar, trabalhar ou simplesmente viajar, a distância não é medida apenas em quilômetros. É também medida em tempo de espera, custo e incertezas.

    Mas, desde abril de 2023, uma nova história começou a ser construída sobre o rio. Nesta data, o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), autorizou o início da construção da ponte de concreto sobre o Rio Juruena, na MT-208, além da implantação e pavimentação dos acessos.

    A obra, que atualmente está com 74% de execução, substituirá a travessia feita por balsa e poderá mudar a relação de toda uma região, entre os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes.

    A ponte, porém, ainda não está pronta. E é justamente por isso que, para quem vive nessa região, o passado e o futuro continuam acontecendo ao mesmo tempo.

    De um lado, a estrutura que cresce sobre o rio. Do outro, a balsa que ainda transporta moradores, trabalhadores, produtores e mercadorias entre as duas margens.

    A reportagem do Nortão Online mergulhou fundo na história do Juruena. Antes dos pilares, das máquinas e do concreto, havia a espera.

    Quando atravessar significava esperar

    Damião Carlos de Lima, o Kiko, chegou a Cotriguaçu em fevereiro de 1998. Produtor rural e comerciante, ele também foi prefeito do município e, durante sua trajetória na vida pública, acompanhou de perto as necessidades da população e as dificuldades enfrentadas por quem dependia daquela ligação.

    Na época em que chegou a Cotriguaçu, a realidade era ainda mais difícil.

    “As estradas praticamente não existiam. Chegamos a levar até dois dias para vir de Alta Floresta até Cotriguaçu. E, se não chegássemos ao Rio Juruena até as 18h, tínhamos que dormir no carro. Era angustiante”, relatou, ao Nortão Online.

    A experiência pessoal acabou se misturando à experiência de gestor. Ao longo dos anos, Kiko viu de perto como o isolamento interferia na vida dos moradores e no desenvolvimento do município.

    Hoje, quase três décadas depois, ele olha para a ponte e vislumbra a realização de um sonho antigo da população.

    “É um sonho de todo o povo dessa região. Quando essa ponte ficar pronta, vai melhorar muito para todos nós”, afirma.

    A expectativa não está apenas na redução do tempo de viagem. Para quem vive da produção rural ou do comércio, uma ligação permanente significa também outra relação com mercados, fornecedores e serviços.

    Kiko conta que, mesmo tendo um comércio de autopeças, muitas vezes deixa de comprar produtos em Alta Floresta porque a logística pela balsa não é viável. Ele também relata dificuldades enfrentadas por caminhões que transportam gado e por moradores que precisam organizar suas viagens de acordo com os horários da travessia.

    Em uma dessas situações, chegou apenas cinco minutos atrasado e perdeu a última balsa entre Nova Bandeirantes e Cotriguaçu. Precisou retornar cerca de 30 quilômetros, dormir e fazer a travessia somente na manhã seguinte.

    Com a ponte, ele não fala apenas em melhora. “Não acho, tenho certeza que vai ficar muito melhor”, afirma.

    O rio ainda impõe seu tempo

    A construção da ponte avançou, mas a realidade que motivou a obra ainda não terminou.

    A balsa continua sendo a ligação entre as duas margens do Juruena. E a proximidade geográfica entre as localidades não significa, necessariamente, facilidade de acesso.

    Alta Floresta funciona como um importante polo regional para moradores dessa parte do Norte de Mato Grosso, especialmente na área da saúde, além de concentrar comércio, serviços, educação e outras atividades.

    Porém, para quem está do outro lado do Juruena, chegar até esses serviços ainda depende das condições da estrada e do funcionamento da travessia.

    Na prática, o rio interfere na rotina antes mesmo de qualquer viagem começar. É preciso observar os horários da balsa, considerar a fila, prever atrasos e, em determinados casos, aceitar que uma viagem que poderia ser simples, se transforme em horas de espera.

    É uma realidade que ainda existe, mas que deve mudar com a conclusão da obra.

    Uma travessia de quase cinco quilômetros

    Adilson Aparecido Lopes conhece o Rio Juruena como poucos. Durante 20 anos, trabalhou em uma empresa de navegação que operava a balsa no local. Há cerca de uma década deixou a atividade e passou a viver outra relação com o rio: hoje é produtor rural, empresário e usuário da própria travessia.

    Morador de Japuranã, distrito de Nova Bandeirantes, Adilson vive a cerca de 22 quilômetros do local onde a futura ponte está sendo construída. Até a balsa, são aproximadamente 25 quilômetros.

    O percurso da balsa chega a cerca de 4,7 quilômetros porque não é possível atravessar o rio em linha reta. Por causa das ilhas e dos diferentes canais, a embarcação faz um trajeto que envolve deslocamentos para cima e para baixo do rio.

    “Em determinadas condições, uma viagem leva cerca de uma hora. No sentido contrário, aproximadamente 45 minutos”, conta.

    A operação atende cerca de 250 veículos por dia, segundo a estimativa de Adilson, dentro de horários determinados. A travessia começa por volta das 6h e termina às 19h. À noite, não há tráfego.

    Para quem trabalha com produção, transporte ou comércio, o relógio da balsa acaba fazendo parte da rotina.

    Adilson lembra que a navegação teve papel importante na história de ocupação e integração de várias regiões de Mato Grosso. Durante os anos em que trabalhou no setor, participou da montagem de balsas e acompanhou uma época em que esse tipo de transporte era fundamental para a abertura de caminhos.

    Por isso, ele não vê a balsa como um problema a ser apagado da história. Ela foi necessária. Cumpriu seu papel.

    Agora, porém, uma nova etapa começa a surgir. “Essa ponte, para mim, é como um funcionário”, resume Adilson, ao explicar o que a estrutura poderá representar para seu trabalho e para os produtores que atende.

    Ele trabalha com melhoramento genético e mantém atividades em Japuranã, atendendo dezenas de produtores de diferentes propriedades dos dois lados do rio. Hoje, precisa utilizar a balsa para parte desses deslocamentos.

    Com a ponte, espera ganhar tempo, reduzir as dificuldades de logística e ampliar as possibilidades de atendimento.

    Quando o horário da balsa interfere no leite e no gado

    A dificuldade não está apenas no tempo de viagem. Ela também pode aparecer no preço de um produto, na entrega de uma carga ou na própria rotina de quem trabalha no campo.

    Adilson cita como exemplo o transporte de leite. Segundo ele, produtores da região de Cotriguaçu já enfrentaram dificuldades para enviar a produção para unidades de processamento de outras localidades por causa dos horários da balsa.

    Quando um caminhão chega depois do horário previsto para a travessia, a carga precisa esperar.

    Para o leite, que depende de uma logística organizada e de horários de coleta, esse tipo de atraso pode comprometer toda a operação.

    O mesmo ocorre com o transporte de gado. Adilson conta que caminhões carregados podem chegar à margem do rio e perder o horário da balsa. O veículo precisa permanecer parado até a próxima oportunidade de travessia.

    Para o produtor, o problema não é apenas o tempo perdido. Animais confinados em caminhões sofrem com a espera e podem perder peso, interferindo no resultado da viagem.

    Com uma ligação permanente, a expectativa é que o transporte possa ser planejado de outra maneira, sem depender do horário de uma embarcação.

    A ponte, nesse sentido, não será apenas uma passagem sobre o rio. Será também uma mudança na logística de quem produz.

    Uma cidade tão perto e, ao mesmo tempo, tão distante

    Gilmar Cleber Passarelli Zeferino tem 35 anos, nasceu em Nova Bandeirantes e mora em Japuranã.

    Filho de comerciantes e produtores rurais, cresceu acompanhando as transformações da região. Ele viu a chegada do asfalto melhorar o transporte, facilitar a chegada de produtos e reduzir custos de frete.

    Para quem vive do comércio e da produção, cada melhoria na estrada representa uma mudança concreta no dia a dia.

    Mas ainda existe um obstáculo. Cotriguaçu está perto. Muito perto. Mesmo assim, a falta de uma ligação permanente sobre o Juruena mantém os dois lados separados.

    “É uma cidade tão pertinho de nós aqui, que fica desligada por causa da ponte”, resume Gilmar.

    A frase traduz uma sensação que aparece de diferentes formas nos relatos de quem vive na região: o problema não é necessariamente a distância entre as cidades, mas a dificuldade de transformar proximidade geográfica em conexão real.

    A ponte promete justamente essa mudança.

    Uma obra que conecta mais do que duas margens

    A construção da ponte faz parte de um conjunto maior de obras de infraestrutura executadas pelo Governo de Mato Grosso na região.

    Segundo a Sinfra-MT, além da ponte sobre o Juruena, estão sendo executados os acessos e a pavimentação de 59 quilômetros da MT-208, além de três pontes menores, com estruturas de 25, 30 e 50 metros.

    O projeto atualizado prevê 1.410 metros de extensão para a ponte sobre o Rio Juruena, que deverá superar em mais de duas vezes a atual maior ponte de Mato Grosso, com 692 metros.

    O investimento informado atualmente pelo Governo do Estado é de R$ 293,9 milhões. A Sinfra prevê a conclusão da obra até o final de 2026.

    O Governo do Estado considera a nova ligação estratégica para a logística do Noroeste de Mato Grosso e afirma que o conjunto de obras poderá melhorar a conexão da região com a BR-163 e reduzir em mais de 400 quilômetros a rota entre Juruena e os portos da região Norte.

    Mais do que números, porém, a obra começa a responder a necessidades que moradores relatam há décadas.

    José Carlos Ferreira, secretário de Transportes e Infraestrutura de Nova Bandeirantes, afirma que os efeitos da ponte deverão alcançar diferentes áreas da vida regional.

    Para ele, a obra representa integração e desenvolvimento e poderá facilitar o deslocamento de moradores, o transporte escolar, o acesso à saúde e a circulação de profissionais.

    A expectativa de mudança também passa pela saúde

    Alta Floresta é um dos principais centros de referência utilizados pela população da região. Com uma ligação permanente, ambulâncias, pacientes e profissionais poderão atravessar o Juruena sem depender dos horários da balsa.

    “Na saúde, significa facilitar e agilizar o acesso de ambulâncias, pacientes e profissionais aos centros de referência”, afirma José Carlos.

    Na educação, a mudança também poderá aparecer no transporte escolar e na participação dos moradores em cursos, capacitações e outras atividades.

    Na produção rural, a expectativa está relacionada à circulação de insumos, máquinas, leite, gado e outros produtos.

    É a infraestrutura deixando de ser apenas concreto e asfalto para interferir diretamente na vida de quem precisa se deslocar.

    O futuro começa do outro lado do rio

    A ponte ainda está em construção. Enquanto máquinas trabalham sobre o Juruena com uma equipe de mais de 300 pessoas, a balsa continua cumprindo a função que exerceu durante décadas.

    Ela ainda é necessária. Ainda há pessoas esperando. Ainda existem horários para cumprir, filas para enfrentar e viagens que precisam ser planejadas de acordo com a travessia.

    Mas agora existe também uma estrutura que cresce sobre o rio. Para quem passou anos esperando, cada pilar representa mais do que uma etapa de engenharia.

    Representa a possibilidade de chegar mais rápido ao médico, levar uma carga sem depender do horário da balsa, transportar o gado com menos espera, buscar produtos em outra cidade, estudar, trabalhar ou simplesmente viajar sem precisar perguntar primeiro: “Que horas passa a próxima balsa?”

    O Rio Juruena continuará ali, no mesmo lugar. O que pode mudar, com a conclusão da ponte, é a maneira de atravessá-lo.

    E talvez seja justamente essa a maior transformação: depois de décadas em que o rio determinou o tempo da viagem, será a estrada que começará a ditar o caminho.

    “Que horas passa a próxima balsa?”

    Fonte: Angela Fogaça/Nortão Online