Ed Motta Jornalista

Sinfra multa empreiteira em R$ 300 mil por atrasar rodovia de MT

Empresa responsável por pavimentação no Vale do Arinos foi penalizada por descumprir cronograma

 

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) multou em R$ 300 mil a MTSUL Construções por atrasos nas obras de pavimentação das rodovias MT-220 e MT-235.

Em publicação no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (18), a Sinfra formalizou a penalidade contra a empresa.

Multa moratória, fixada no importe de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), em razão do atraso de cronograma apurado até a competência de dezembro de 2025“, diz trecho da publicação.

Conforme informações da Sinfra, a MTSUL firmou contrato com o Poder Público para a pavimentação de quase 50 quilômetros de rodovias na região do Vale do Arinos, assim denominada em referência ao rio que a atravessa. Os trechos contemplados pelas obras atendem os municípios de Porto dos Gaúchos e Juara, considerados importantes polos regionais.

Ainda de acordo com a secretaria, o contrato foi assinado em junho de 2022, no valor de R$ 73,6 milhões, com vigência inicial de dois anos e dois meses.

A MTSUL Construções vem sendo alvo de questionamentos nas últimas semanas por integrar um consórcio com a Construtora Tripoloni e a Trafecon Engenharia, responsável pela obra que ficou conhecida como “asfalto de farelo”.

No fim de maio de 2026, imagens da MT-170 — antiga BR-174, posteriormente estadualizada — repercutiram nas redes sociais ao mostrarem um trecho da rodovia que, apesar de ter sido asfaltado há menos de um ano, já apresentava sinais de deterioração e desintegração.

A repercussão ocorreu após lideranças políticas dos municípios atendidos pela rodovia — Juruena, Castanheira, Juína e Brasnorte — se reunirem com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, para relatar a situação.

O trecho da estrada que ficou conhecido como “asfalto de farelo” possui cerca de 50 quilômetros e custou R$ 130 milhões aos cofres públicos estaduais.

Governo de Mato Grosso classificou a exposição do problema, feita pelo presidente do TCE, como uma ação de caráter “eleitoreiro”.

 

Fonte:  Midianews

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