Entidade realizou uma série de capacitações ao longo do ano para preparar servidores municipais e prefeitos diante das novas regras fiscais
Em entrevista ao Conexão Poder, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Maninho (União), comentou sobre a transição gerada pela Reforma Tributária e os impactos diretos nas contas das administrações municipais para o próximo ano. Segundo o dirigente, o cenário exige rigor no controle orçamentário e maior eficiência na arrecadação própria.
Maninho destacou a atuação preventiva da entidade ao longo do ano para preparar os gestores e equipes técnicas diante das mudanças que entram em vigor.
“Fizemos aí uns 12 encontros, praticamente um por mês, mais de um por mês já, porque tem mais dois para fazer ainda, justamente preparando as equipes dos municípios, especificamente das prefeituras, para os impactos que possamos sofrer da questão da reforma tributária que já entra em vigor o próximo ano” .
O presidente da AMM explicou que o novo modelo tributário transfere maiores responsabilidades de arrecadação para as administrações locais, tornando indispensável o aperfeiçoamento dos servidores das secretarias de finanças, procuradorias e câmaras municipais.
“Passou-se a mais também uma responsabilidade para os municípios de ter o esforço fiscal. Então, o município hoje precisa estar lançando as cobranças, mesmo do IPTU, precisa cobrar o IPTU, precisa cobrar o ISS, e alguns serviços que ela faz , é necessário que as equipes estejam preparadas para, além de lançar essa cobrança, receber e depois lançar esse crédito”, detalhou.
Com as novas regras e a fase de transição dos tributos, Maninho reforça que 2027 exigirá cautela redobrada dos prefeitos na gestão dos recursos públicos, com foco na manutenção dos serviços essenciais e revisão das despesas.
“Vai ser um desafio grande próximo ano, desafio muito grande, então o gestor tem que recalibrar ali seu orçamento, ver o que tem em caixa, ver o que pode ser feito, manter os serviços básicos funcionando tudo certinho”
O dirigente ponderou que a principal preocupação recai sobre a margem de manobra financeira para obras e melhorias.
“Nós ficamos preocupados com a capacidade de investimento, isso pode ser impactado”.
Fonte: Conexãopoder
