Ed Motta Jornalista

Pivetta apostará em “legado” em MT; WF e Natasha farão críticas

Marqueteiros montam estratégia para as duas últimas semanas da campanha pelo Governo do Estado

A reta final da eleição para o Governo de Mato Grosso será marcada por três estratégias distintas. O desafio dos marqueteiros agora é transformar narrativas em voto antes do primeiro turno.

Enquanto o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, tentará transformar a disputa em um “plebiscito” e da defesa de continuidade do projeto construído com Mauro Mendes, Wellington Fagundes (PL) manterá as críticas ao Executivo, combinadas com propostas. Já Natasha Slhessarenko (PSD) partirá para um contraste e confronto mais direto com os adversários.

 

Os coordenadores de marketing das três campanhas foram ouvidos pelo MidiaNews nesta terça-feira (22).

Na campanha de Pivetta, a aposta é explorar a trajetória do candidato como gestor, as realizações do período em que foi vice-governador de Mendes e o projeto para os próximos quatro anos.

 

O cineasta e publicitário Bruno Bini, coordenador de marketing e propaganda, afirmou que a campanha vai “evidenciar a trajetória e o histórico de Pivetta como gestor” e as realizações construídas em parceria com Mendes. Também haverá, segundo ele, intensificação da presença da campanha nas regiões do Estado.

 

Vamos intensificar ainda mais a presença em todas as regiões do estado, ampliando o diálogo com a população e mostrando por que Pivetta é a melhor opção para dar continuidade aos avanços e preparar Mato Grosso para os próximos anos“, disse.

 

O jornalista e publicitário Humberto Frederico, também da coordenação, resumiu a estratégia: “Vamos fazer uma reta final focada em propostas mostrando para a população o que Pivetta e Mauro fizeram pelo Estado nos últimos anos e o que Pivetta pretende fazer nos próximos quatro anos”. Segundo ele, a fase final será de “mobilização e pedido de votos”.

 

Oposição

A campanha de Wellington manterá a linha adotada até agora. João Maria, coordenador de marketing, afirma que a estratégia continuará “propositiva”, mas com destaque para as “incoerências, inconsistências” e “falhas” que, segundo a candidatura, existem na atual administração de Pivetta.

“Não tem nada que mude o desenvolvimento da linha editorial da campanha dentro disso, vamos continuar mostrando essas incoerências, essas contradições”, disse o marqueteiro.

Entre os temas, está a política de incentivos fiscais e a concentração dos benefícios em poucas empresas. João Maria também citou críticas a uma proposta relacionada à criação de uma praia às margens do rio Cuiabá, na região do bairro Porto, feita no domingo (20) pelo governador.

 

O governador propôs quase um crime ambiental, de extinguir, tirar as matas ciliares do rio, para criar uma praia. Isso é uma incoerência“, argumentou.

 

Questionado sobre uma ação específica para conquistar eleitores indecisos, o coordenador descartou mudança de estratégia: “Vamos continuar como estamos, na pegada que estamos”.

 

João Maria afirmou ainda que a campanha trabalha com a perspectiva de vitória e chegou a dizer que considera possível vencer no primeiro turno. Segundo ele, a avaliação se baseia em “uma série histórica de pesquisas” de diferentes institutos e em levantamentos qualitativos da própria campanha.

 

Campanha de Natasha

Na campanha de Natasha, a estratégia será mais agressiva. Segundo o marqueteiro Lucas Pimenta, a primeira fase foi dedicada à apresentação da trajetória da candidata e de propostas para saúde, segurança, moradia, renda e combate à violência contra a mulher.

Agora, Natasha fará um contraste, mostrando que é a melhor opção para o eleitor e tem o melhor projeto de Estado entre os concorrentes“, afirmou.

 

Pimenta também antecipou críticas aos adversários, mencionando questões relacionadas a renúncias fiscais e processos envolvendo emendas parlamentares.

A polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro também atravessa a eleição estadual, mas aparece de maneira diferente nas três campanhas. Wellington, candidato do PL, mantém a associação mais direta com o campo bolsonarista. Pivetta, apesar de estar no Republicanos, concentra sua comunicação no legado administrativo de Mendes.

Natasha, do PSD, tem o apoio do PT em Mato Grosso, mas sua estratégia, segundo Pimenta, está centrada na própria trajetória, nas propostas e no contraste com os adversários.
Fonte:  Midianews

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