Dirigentes nacionais do Republicanos e do MDB costuram, em Brasília, a formação da chapa do governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) projetando a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na vaga de vice. As negociações ganharam força às vésperas das convenções partidárias e o avanço das tratativas foi confirmado pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que admitiu trabalhar para convencer a parlamentar a integrar a composição governista. Se ela topasse ser vice, estaria resolvido. Se ela não topar, estamos vendo como fazer, disse ao jornal A Gazeta.
Embora mantenha publicamente sua pré-candidatura ao Senado, Janaina tornou-se a principal peça-chave das conversas para ampliar a base de sustentação a Pivetta. Sua eventual migração para compor a chapa governista é vista por aliados como uma solução capaz de reunir diferentes forças políticas em torno da candidatura do governador. A hipótese da parlamentar fazer uma dobradinha com Pivetta circula há meses, mas a pauta ganhou novo impulso nas últimas semanas diante da proximidade das convenções.
A possível saída de Janaina da corrida pelo Senado também é avaliada como uma alternativa para reduzir disputas dentro do próprio bloco governista. A avaliação de lideranças políticas aponta que a sua desistência favoreceria tanto o grupo ligado ao centro-esquerda, que trabalha pela reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), quanto de setores do PL, que defendem a candidatura do deputado federal José Medeiros. Ambos também mostram viabilidade eleitoral.
Apesar do avanço das conversas, a engenharia política ainda esbarra em um obstáculo considerado central pelos articuladores. A composição defendida por parte das lideranças prevê que Janaina aceite disputar a vice-governadoria, enquanto seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL), retiraria sua pré-candidatura ao governo. Em troca, receberia o compromisso político de ser apoiado pelo grupo na sucessão estadual de 2030.
Janaina Riva diz que a disputa majoritária é muito acirrada e o peso do MDB pode ser decisivo. Ela nunca admitiu publicamente em recuar de concorrer ao Senado.Contudo, à reportagem de A Gazeta, publicada na edição de terça-feira (21), admite que está conversando na busca de alianças.
Ela também tem bom trânsito com a ala do União Brasil, liderada pelo senador Jayme Campos, pré-candidato ao governo, e com o Podemos do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que não tem candidaturas majoritárias lançadas até o momento. No entanto, não descarta compor chapa majoritária dentro do espectro político de direita.
Fonte: Gazeta digital
