Pré-candidato ao Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que terá como trunfo na campanha, que se inicia em agosto, o seu histórico e capacidade em produzir resultados positivos ao se apresentar ao eleitor.
Em entrevista ao MidiaNews, Mendes defendeu a mudança na Constituição Federal para implantação da prisão perpétua como pena máxima e disse não se furtar aos desafios que o Congresso vai impô-lo, caso eleito.
“Nós teremos, com coragem, com seriedade, com determinação, foco e com fé em Deus, a capacidade de trabalhar e representar Mato Grosso no Senado e fazer coisas que, para muitos, parecem impossíveis”, disse.
Mendes renunciou ao cargo de governador para disputar o Senado após sete anos e três meses à frente do Estado. A sua gestão teve investimentos recordes em setores estratégicos, como na saúde, educação, habitação, como 40 mil moradias construídas, infraestrutura e gestão fiscal com eficiência da máquina pública.
“Vou mostrar aquilo que fiz, não para justificar o voto, mas para mostrar que as mesmas características e habilidades que tive para transformar Mato Grosso de um Estado quebrado em um dos melhores Estados brasileiros”, afirmou.
Durante a entrevista, o ex-governador ainda demonstrou apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), avaliou o cenário eleitoral, a situação dos concorrentes à vaga do Senado e detonou os rivais políticos como Pedro Taques (PSB) e Wellington Fagundes (PL).
“Existem dezenas de investimentos. Só não enxerga quem é cego ou está morrendo de inveja, está com os olhos tapados pela mediocridade”, disse.
Confira os principais trechos da entrevista (e o vídeo com a íntegra ao final da matéria):
MidiaNews – O senhor deixou o Governo depois de 7 anos e 3 meses de uma gestão intensa e tensa em vários momentos. Se sente aliviado? Conseguiu relaxar a cabeça? O que o senhor voltou a fazer no dia a dia que há tempos não fazia?
Mauro Mendes – Obviamente, me desconectei bastante do Governo. Embora não é um simples desligar de chave. E me conectei muito na minha vida profissional, empresarial.
E garanto a você que estou trabalhando igual ou até mais do que trabalhava como governador. Mas, saí com muita tranquilidade, com muita alegria no coração de ter contribuído com Mato Grosso ao longo desses sete anos e três meses.
MidiaNews – O senhor vê que deixou algo pendente aí nesses sete anos de gestão? Teve alguma obra que queria ter concluído e não concluiu? Algum projeto que queria lançar e não conseguiu?
Mauro Mendes – O Governo é muito grande, as demandas são muito grandes e nunca se faz tudo que gostaria, mas fiz muito mais do que imaginei. Quando entrei para ser governador do Estado, pegamos um governo praticamente falido, quebrado, com salário atrasado, fornecedores com cinco, seis meses de atraso, onze meses de atraso no repasso obrigatório que o Estado de Mato Grosso deveria fazer para os municípios. Estava tudo um caos, uma verdadeira bagunça.
Estado tinha as piores notas de classificação dos Estados brasileiros no Tesouro Nacional, entregamos com a melhor nota, realmente é algo extraordinário. Não que eu fiz, mas ajudei, junto com centenas de servidores, milhares de servidores, de empresários, empreendedores, trabalhadores, fizemos uma grande recuperação. Então fizemos muito, mas nunca se faz tudo que gostaria.
MidiaNews – E o que ficou de ser feito do que planejaram? O que ficou pendente?
Mauro Mendes – Gostaria, por exemplo, de ter pego o Parque Nacional de Chapada, para completar uma estratégia que traçamos de desenvolver o turismo de Mato Grosso, a partir de investimentos de infraestrutura. Estamos construindo a Orla em Cáceres, terminamos em Santo Antônio, em Barão do Melgaço, Píer do Rio Mutum. E lá na região do Vale do Araguaia, em São Félix do Araguaia, em Luciara. Então, diversas obras e investimentos foram feitos em Mato Grosso, além de asfaltamento de acesso a esses locais.
Aqui, próximo de Cuiabá, na cidade de Nobres, que tem um grande potencial turístico, estamos fazendo uma série de investimentos, já tem a Praça concluída, asfalmos, levamos água, esgoto, drenagem na cidade, criamos uma infraestrutura decente e digna para que nós, mato-grossenses, possamos usar, mas acima de tudo, também fazer com que isso possa atrair mais turistas e gerar uma nova fonte de renda para Mato Grosso.
MidiaNews – Os seus adversários, críticos, dizem que Mato Grosso precisa investir mais em questões sociais. Como responde a essas críticas?
Mauro Mendes – Olha, vai ser difícil pegar um adversário que tenha a dignidade de reconhecer as coisas. Normalmente, eles vão olhar, vão tentar mudar dados. Então, respondo a eles.
Mato Grosso tem a melhor das políticas sociais, que é a de geração de emprego. Sempre estivemos, entre os estados, com a menor taxa de desemprego nos últimos anos. Mato Grosso é o segundo Estado com a menor desigualdade de renda no Brasil.
O que mais que eles querem? Mato Grosso está investindo em construção de moradia, está investindo em educação. Tiramos nossa educação no Ensino Médio da horrível e vergonhosa posição de 22ª, para a 8ª.
Eu não sei aonde estaremos, mas tenho certeza que estamos melhorando muito. Então, existem dezenas de investimentos. Agora, só não enxerga quem é cego ou está morrendo de inveja, está com os olhos tapados pela mediocridade.
MidiaNews – O senhor vai disputar o Senado e já aparece entre os mais lembrados nas pesquisas. Teme alguma candidatura ao Senado, como, por exemplo, da Janaina Riva, até por tudo que ela representa, do poderio que ela tem por trás?
Mauro Mendes – Todos os candidatos, independente do nome de A, B ou C, devem ser respeitados. O meu foco não são os meus adversários. O meu foco são os eleitores.
Mostrar aquilo que fiz, não para justificar o voto, mas para mostrar que as mesmas características e habilidades que tive para transformar Mato Grosso de um Estado quebrado a um dos melhores, teremos no Senado, com coragem, com seriedade, com determinação e foco, e acima de tudo, com fé em Deus. Mostrar a capacidade de trabalhar e representar Mato Grosso no Senado e fazer coisas que, para muitos, parecem impossíveis.
MidiaNews – A eleição de dois votos para o Senado já teve reviravoltas históricas, como no caso do ex-govrernador Dante de Oliveira. Ele entrou como favorito após uma boa gestão, teve apoio de lideranças, mas perdeu. O senhor também não teme esse efeito?
Mauro Mendes – Análises históricas são importantes que se façam. Entretanto, a história dificilmente se repete. Conceitos podem ser aplicados em qualquer momento histórico, mas são realidades diferentes.
Hoje, temos muito mais candidato, não existe uma polarização entre dois candidatos. Se tivéssemos um candidato A e um candidato B e um candidato C, se A com B briga muito e são opostos, quem vota em A jamais votaria em B e joga o segundo voto em C. Quem vota em B jamais votaria em A e joga em C.
Nós temos hoje vários candidatos e não consigo, e ninguém conseguiu, fazer uma análise que vai além desta comparação histórica. Comparar e olhar para a história é importante, mas tem que analisar também a realidade atual, que é muito diferente.
Fonte: Midia News
