O Tribunal do Júri condenou, na madrugada desta sexta-feira (23), os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde a mais de 30 anos de prisão, pelo assassinato da empresária Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença após um dia inteiro de julgamento marcado por depoimentos, interrogatórios e sustentações orais da acusação e da defesa.
O júri aplicou a pena máxima prevista em lei para o crime de feminicídio.
A sessão foi presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara da Comarca do município.
Romero, ex-marido da vítima, foi condenado como mandante do crime, com uma pena de 30 anos em regime fechado, enquanto Rodrigo foi considerado o executor, e pegou uma pena de 33 anos, 3 meses e 20 dias.
Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, que sustentou que o crime foi premeditado e cometido de forma covarde, sem qualquer chance de defesa para a vítima.
O júri aplicou a pena máxima prevista em lei para o crime de feminicídio.
Relembre
Raquel Cattani foi encontrada morta dentro da própria casa, no Assentamento Pontal do Marape, com múltiplas lesões causadas por arma branca. As investigações apontaram que o crime foi encomendado por Romero e executado pelo irmão, que ainda teria tentado simular um latrocínio para despistar a polícia.
Durante o julgamento, Romero negou envolvimento e chegou a afirmar que teria sido torturado por policiais para confessar o crime, versão rechaçada pelo Ministério Público. Já Rodrigo optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Na fase de debates, o promotor João Marcos de Paula Alves fez um forte apelo aos jurados, afirmando que “quem só ouvir a versão de Romero sai abraçado com ele”, mas que o conjunto de provas demonstrava claramente a responsabilidade dos réus. Ele também exibiu uma foto de Raquel sorrindo e pediu que essa fosse a imagem preservada ao final do julgamento.
Fonte: Redação

