Dia: 4 de novembro de 2026

  • Produtores rurais terão mais dois anos de benefícios fiscais na compra de máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação

    Produtores rurais terão mais dois anos de benefícios fiscais na compra de máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação

    Os produtores rurais terão mais dois anos de acesso a benefícios fiscais na compra de máquinas e implementos agrícolas e equipamentos de irrigação. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 até 31 de dezembro de 2028. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).

    A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) explica que a medida mantém a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), evitando que o encerramento dos benefícios, previsto para dezembro de 2026, resulte em aumento dos custos para os produtores rurais.

    A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) explica que a medida evita o encerramento dos benefícios fiscais, previsto para dezembro de 2026, o que poderia elevar os custos para os produtores rurais, mantendo a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações de compra desses produtos.

    O assessor técnico tributário da Famato, José Cristovão, explica que o benefício representa uma diferença significativa no valor pago pelo produtor. Como exemplo, ele cita a compra de um trator em uma operação interna.

    “Para ter uma ideia da diferença, em uma operação interna de compra de um trator, a alíquota do ICMS é de 17%. Com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o imposto efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação. É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, explica José Cristovão.

    O Convênio ICMS 52/1991 contempla máquinas e implementos agrícolas, como tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Já o Convênio ICMS 54/2021, o benefício concedido é a isenção total de ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.

    A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz no dia 23 de outubro, defendendo a continuidade dos benefícios fiscais. A manutenção dessas condições tributárias contribui para reduzir os custos na aquisição de equipamentos e dar mais previsibilidade aos investimentos no campo.

    Fonte: Sistemafamato

  • Orçamento 2027 prevê R$ 46,1 bilhões e RGA de 5,36%

    Orçamento 2027 prevê R$ 46,1 bilhões e RGA de 5,36%

    Proposta do governo do estado representa crescimento de 13,07% em relação a 2026. Uma nova audiência pública para discutir o orçamento está prevista para o dia 12 de novembro, às 14h

    A Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (3), a 1ª audiência pública para discutir a Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1144/2026) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões. O crescimento é de 13,07% em relação ao orçamento de 2026, que foi projetado em R$ 40,1 bilhões.

    As explicações foram feitas pelo secretário adjunto do Orçamento Estadual da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano. Ele afirmou que o governo mantém uma postura conservadora na elaboração do orçamento, mesmo com a expectativa de que a receita estadual alcance aproximadamente R$ 45 bilhões no encerramento de 2026.

    Segundo ele, a previsão para 2027 já supera esse valor, mas a administração estadual optou pela prudência diante das incertezas relacionadas à reforma tributária e à não prorrogação de determinadas medidas fiscais. A intenção, conforme explicou, é preservar o equilíbrio fiscal e manter o controle dos gastos públicos.

    Questionado sobre a definição do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais para 2027, o secretário adjunto informou que o cálculo tem como principal referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação utilizado para estabelecer o percentual da revisão geral.

     

     

    “Para o próximo ano a RGA será de 5,36%. Esse percentual representa o maior impacto de recursos, com estimativa de R$ 1,068 bilhão. Já o ingresso de novos servidores, por meio de concursos públicos em andamento ou previstos, deve gerar uma despesa adicional de R$ 222 milhões. Somados, os valores totalizam R$ 1,581 bilhão, montante incorporado à proposta orçamentária do Poder Executivo para 2027”, explicou Capistrano.

     

     

    Ele também explicou que a manutenção dos contratos temporários está estimada em R$ 214 milhões, enquanto o crescimento vegetativo da folha, que inclui promoções e progressões nas carreiras dos servidores efetivos, deve alcançar R$ 69 milhões. A previsão inclui ainda R$ 371 mil para a contribuição patronal à previdência complementar dos servidores que ingressaram recentemente no serviço público estadual.

    O deputado Wilson Santos (PSD), que presidiu a audiência pública, classificou a discussão do orçamento estadual como a reunião mais importante do ano, por permitir que o Parlamento debata a destinação dos recursos públicos. Segundo ele, a proposta apresentada pelo governo do estado prevê uma receita de R$ 46,1 bilhões para 2027, valor que já exclui os 25% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinados aos municípios e os recursos da Previdência.

     

    O parlamentar observou que a previsão representa um crescimento de 4% a 5% em relação a este ano, mas avaliou que o Executivo costuma trabalhar com estimativas abaixo da arrecadação efetiva. “Este ano vamos fechar com R$ 45 bilhões e tenho certeza de que, no ano que vem, ultrapassaremos os R$ 50 bilhões”, afirmou Santos.

     

    Durante a audiência, o parlamentar também cobrou o aumento de recursos para áreas que considera subfinanciadas na proposta orçamentária. Ele destacou a previsão de menos de R$ 1,5 milhão para a regularização fundiária, apesar dos resultados positivos do programa desenvolvido em parceria entre a Assembleia Legislativa e o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

    O deputado também considerou insuficientes os R$ 33 milhões destinados ao saneamento básico e pediu mais investimentos na área, além de recursos para habitação popular. Com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ele informou que o Parlamento terá até 15 de dezembro para discutir as emendas e concluir a votação do Orçamento 2027.

    Desse total de R$ 46,125 bilhões, o orçamento fiscal é da ordem de R$ 32,221 bilhões e de seguridade social de R$ 13,904 bilhões. Para o Orçamento de Investimento está prevista a despesa no montante de R$ 1,963 bilhão. Nesse caso, sendo a fonte de financiamento recursos próprios e operações de crédito, R$ 373,726 milhões e R$ 1,590 bilhão, respectivamente.

    De acordo com o texto do PLOA, o Poder Executivo concentra a maior parcela do orçamento, com R$ 38,7 bilhões. Entre os demais Poderes e órgãos, estão previstos R$ 3,799 bilhões para o Tribunal de Justiça, R$ 1,124 bilhão para o Ministério Público, R$ 984 milhões para a Assembleia Legislativa, R$ 840,6 milhões para o Tribunal de Contas e R$ 422 milhões para a Defensoria Pública.

    No caso do Poder Legislativo, o orçamento também inclui duas unidades vinculadas: R$ 181,85 milhões para o Instituto de Seguridade Social dos Servidores do Poder Legislativo (ISSSPL) e R$ 23,05 milhões para a Diretoria Gestora do Extinto Fundo de Assistência Parlamentar (DGFAP). Com a soma das três unidades, o total consolidado chega a R$ 1,1 bilhão.

    Fonte: Assessoria

  • Câmara de Colíder abre concurso com salário de R$ 4,1 mil para jornada de 20 horas

    Câmara de Colíder abre concurso com salário de R$ 4,1 mil para jornada de 20 horas

    Seleção oferece uma vaga imediata para advogado público e cadastro de reserva para outros sete cargos; inscrições começam em 10 de novembro.

    A Câmara Municipal de Colíder anunciou concurso público com uma vaga imediata para advogado público, salário-base de R$ 4.170,40 e jornada de 20 horas semanais. O certame também formará cadastro de reserva para outros sete cargos, com inscrições entre 10 de novembro e 3 de dezembro.

    O resumo do edital foi publicado nesta terça-feira (3), no Jornal Oficial dos Municípios. Para disputar a vaga de advogado, é necessário ter graduação em Direito e inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    O cadastro de reserva contempla os cargos de agente administrativo, assistente técnico administrativo, assistente técnico legislativo, auxiliar administrativo de pessoal, auxiliar de copa e limpeza, recepcionista e telefonista e técnico arquivista.

    Nessas funções, não há vaga imediata anunciada no resumo. Os requisitos de escolaridade, salários e jornadas de cada cargo devem ser consultados no edital completo.

    As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no site do Inepam, responsável pela organização do concurso. O prazo começa às 10h de 10 de novembro e termina às 16h de 3 de dezembro, conforme o horário de Brasília.

    A taxa será de R$ 60 para cargos de nível fundamental, R$ 90 para nível médio ou técnico e R$ 130 para o cargo de nível superior. As condições e os procedimentos para solicitar isenção estão previstos no edital.

    Todos os candidatos farão prova objetiva, prevista para 20 de dezembro, às 9h de Brasília. Para advogado público, também haverá avaliação de títulos, de caráter classificatório.

     

    Cargos efetivos

    Os aprovados que forem convocados ocuparão cargos efetivos sob regime estatutário. O concurso terá validade de dois anos, contados da homologação do resultado final, e poderá ser prorrogado uma vez pelo mesmo período.

    O edital completo estará disponível nos sites do Inepam e da Câmara Municipal de Colíder. Os candidatos devem acompanhar nesses canais o cronograma, os locais de prova e eventuais alterações.

     

    Fonte: Redação

  • Governo de Mato Grosso calcula receita de R$ 46,1 bilhões para 2027

    Governo de Mato Grosso calcula receita de R$ 46,1 bilhões para 2027

    Proposta reserva R$ 5,65 bilhões para investimentos e prevê reajuste de 5,36% para os servidores estaduais

    A proposta de orçamento de Mato Grosso para 2027 estima receita de R$ 46,1 bilhões, valor 13,07% superior ao previsto para este ano. Do total, R$ 32,22 bilhões correspondem ao orçamento fiscal e R$ 13,9 bilhões à seguridade social, que abrange saúde, previdência e assistência social. Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), nesta terça-feira (3.11), durante audiência pública na Assembleia Legislativa.

    Os investimentos somam R$ 5,65 bilhões, 23,67% a mais que no orçamento deste ano. O texto também garante os valores mínimos exigidos pela Constituição: R$ 5,07 bilhões para a saúde e R$ 2,69 bilhões para o ensino, além de R$ 3,18 bilhões do Fundeb, o fundo que financia a educação básica.

    Segundo o secretário-adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz, Ricardo Capistrano, a elaboração da proposta considerou um cenário de cautela, diante das incertezas relacionadas à reforma tributária e do encerramento de algumas medidas fiscais.

    “A receita de 2026 deve fechar perto de R$ 45 bilhões, e a previsão para 2027 já supera esse valor. Mesmo assim, optamos pela prudência, porque ainda há incertezas com a reforma tributária. Nosso compromisso é manter as contas equilibradas e os gastos sob controle”, afirmou.

    Para os servidores estaduais, o orçamento de 2027 garante o Reajuste Geral Anual (RGA) de 5,36%, calculado principalmente com base no IPCA, índice oficial da inflação. O reajuste conta com R$ 1,068 bilhão já reservado.

    O Poder Executivo concentra R$ 38,75 bilhões do orçamento total, o equivalente a 84%. O Poder Judiciário contará com R$ 3,8 bilhões, a Assembleia Legislativa com R$ 1,19 bilhão, o Ministério Público com R$ 1,13 bilhão, o Tribunal de Contas com R$ 841 milhões e a Defensoria Pública com R$ 422 milhões.

    Entre os órgãos do Executivo, a maior dotação é da Educação, com R$ 6,42 bilhões. Em seguida vêm a MTPrev, com R$ 5,82 bilhões, a Saúde, com R$ 5,61 bilhões no Fundo Estadual de Saúde, a Segurança Pública, com R$ 4,66 bilhões, e a Infraestrutura, com R$ 4,56 bilhões.

    O texto incorporou sugestões de uma consulta pública on-line feita entre 22 de junho e 10 de julho, com 209 participações de 37 municípios. As projeções usadas na elaboração apontam para um PIB estadual de R$ 347,27 bilhões em 2027, com crescimento real de 5,27%, e IPCA de 4,72%. O projeto segue em análise na Assembleia Legislativa.

    Fonte:  Assessoria