Dia: 13 de outubro de 2026

  • Nova Mutum: Vigilância em Saúde alerta população sobre cuidados com animais peçonhentos

    Nova Mutum: Vigilância em Saúde alerta população sobre cuidados com animais peçonhentos

    Manter quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de entulho, folhas, telhas, madeira ou lixo, é fundamental para reduzir o contato com escorpiões, aranhas e serpentes

     

    A Vigilância em Saúde de Nova Mutum, alerta a população para a prevenção de acidentes com escorpiões, serpentes, aranhas e outros, com base no Alerta Ambiental nº 001/2026 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT). A orientação vale para todo o município e busca reduzir o risco de ataques, especialmente neste período, quando calor, chuvas, enchentes, estiagens e queimadas podem fazer com que esses animais se desloquem para áreas próximas às residências e locais de trabalho.

    Segundo dados da SES-MT citados no alerta, entre janeiro e agosto de 2026 foram registrados 2.519 acidentes por animais peçonhentos em Mato Grosso. Desse total, 46% foram causados por escorpiões, além de seis óbitos provocados por abelhas.

    As condições climáticas influenciam diretamente o comportamento dos animais peçonhentos. Períodos de chuva intensa, alagamentos e queimadas podem destruir ou alterar seus habitats, levando escorpiões, aranhas, serpentes a buscar abrigo em quintais, depósitos, entulhos, frestas e outras áreas próximas às casas.

    A Coordenadora de Vigilância em Saúde, Edenilza Neta da Silva, destaca que a prevenção começa com cuidados simples no cotidiano. “Manter quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de entulho, folhas, telhas, madeira ou lixo, é fundamental para reduzir o contato com escorpiões, aranhas e serpentes. Também é importante vedar ralos, frestas, soleiras e vãos, além de sacudir calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de utilizar”, orienta Edenilza Neta da Silva.

    Durante limpezas e ao manusear materiais acumulados, a população deve usar calçados fechados e luvas grossas, evitando colocar as mãos em buracos, frestas, sob pedras, madeira ou entulhos.

    Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. “O atendimento rápido pode salvar vidas, principalmente no caso de crianças e idosos. Se for possível e seguro, fotografe o animal à distância, sem tocá-lo, pois essa informação pode ajudar a equipe de saúde no atendimento”, reforça a coordenadora.

    A Vigilância em Saúde alerta que não se deve fazer torniquete, cortes, perfurações, queimaduras ou sucção no local afetado. Também não devem ser aplicados pó, folhas, álcool, querosene ou outras substâncias caseiras.

    No caso de abelhas, a SES-MT orienta que a remoção de colônias em áreas públicas ou residenciais seja feita exclusivamente por profissionais treinados e equipados, preferencialmente no período da noite ou ao entardecer, quando os insetos estão mais calmos.

    A Secretaria Municipal de Saúde reforça que prevenir é reduzir o contato com os animais peçonhentos.

     

    Fonte: Redação com assessoria

  • Ação integrada encaminha pessoas em situação de rua para atendimento social em Nova Mutum

    Ação integrada encaminha pessoas em situação de rua para atendimento social em Nova Mutum

    Abordagens da Prefeitura, com apoio da Polícia Militar e do Departamento de Segurança Pública, resultaram em encaminhamentos para tratamento, trabalho e reencontro familiar

     

     

    A Prefeitura de Nova Mutum, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, realizou, no dia 8, abordagens sociais nas principais avenidas do município, com o apoio da Polícia Militar e do Departamento de Segurança Pública. A ação busca identificar pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecer acolhimento e facilitar o acesso aos serviços de assistência social.

    Desde a implantação do Serviço de Abordagem Social, em janeiro de 2026, foram realizadas 491 abordagens na área urbana do município. Nesse período, 371 pessoas foram acolhidas. Dessas, 101 receberam passagens para retornar aos municípios de origem, e 86 foram encaminhadas para oportunidades de trabalho.

    Durante a operação, equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) abordaram pessoas em situação de rua e avaliaram suas necessidades. Uma pessoa foi encaminhada para uma clínica de recuperação, outras receberam encaminhamentos relacionados a oportunidades de trabalho e nove foram direcionadas ao convívio familiar.

    Após as abordagens, as pessoas atendidas foram encaminhadas à Secretaria de Cidadania e Assistência Social para cadastro e avaliação individual. O atendimento incluiu acesso à alimentação, tratamento, oportunidades de emprego e apoio.

    O secretário municipal de Cidadania e Assistência Social, Reginaldo, destacou que a participação da comunidade pode ajudar a conectar pessoas em situação de vulnerabilidade aos serviços adequados. “A população tem um papel muito importante neste processo de recuperação desses moradores de rua. O ‘não dar esmolas’ é um grande passo. Precisamos que, ao invés de esmolas, as pessoas encaminhem essas famílias para o CREAS ou chamem a equipe para tomar as providências devidas. Se todos contribuírem, iremos conseguir ajudar”, declarou.

    A orientação da Secretaria é priorizar o encaminhamento ao CREAS ou solicitar o apoio da equipe, em vez de entregar esmolas. “Quando a comunidade aciona os serviços de assistência social, conseguimos avaliar cada situação e buscar o atendimento mais adequado”, reforçou o secretário.

    A iniciativa integra ações de proteção social, atendimento especializado, reintegração familiar e apoio à inserção no mercado de trabalho.
     

    Fonte: Assessoria

  • STF manda MT pagar R$ 132 mil ao Pará na disputa sobre a divisa entre os Estados

    STF manda MT pagar R$ 132 mil ao Pará na disputa sobre a divisa entre os Estados

    O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Estado de Mato Grosso pague R$ 132 mil ao Estado do Pará, no processo que discutia a regularização fundiária e mapeamento cartográfico na região de divisa  entre os dois. Ordem foi proferida nesta quinta-feira (8).

    Como o governo estadual não contestou os valores apresentados, a quantia exata de R$ 132.981,02 foi aceita como definitiva e incontroversa. Fachin ordenou ainda que os órgãos administrativos e judiciários da Corte adotem as medidas necessárias para viabilizar a transferência dos recursos financeiros.

     

    Para e Mato Grosso firmaram consenso durante reunião realizada em 10 de junho deste ano no Supremo Tribunal Federal (STF), após a audiência de conciliação que discutiu os efeitos da decisão que manteve os limites territoriais da divisa. Na área em questão, vivem 12 mil paraenses em uma área de 600 mil hectares paralela a Paranaíta e Vila Rica e que dependem dos serviços públicos municipais e estaduais de Mato Grosso, como saúde, educação e segurança.

    Pelo termo firmado, os estados se comprometeram a realizar um mapeamento cartográfico conjunto dos imóveis titulados por Mato Grosso que estejam localizados em território paraense, conforme a linha divisória definida na Ação Cível Originária (ACO) 714. O objetivo é identificar e organizar as informações fundiárias necessárias para a regularização dessas propriedades.

    Um levantamento do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) apontou a existência de pelo menos 123 títulos definitivos expedidos por Mato Grosso entre 1959 e 1966 em áreas que, pela decisão do STF, pertencem ao Pará. Essas propriedades abrangem mais de 600 mil hectares e criam um cenário de insegurança para produtores e moradores da região.

    Na sequência, o Estado do Pará deverá apresentar ao STF um compilado de dados dos imóveis para que sejam solicitadas aos cartórios de registro de imóveis as cadeias dominiais completas, desde a origem dos títulos. Após a entrega das informações cartorárias, Mato Grosso e Pará que elaborar um diagnóstico da regularização fundiária e apresentar um plano de trabalho conjunto.

    Além das medidas fundiárias, Mato Grosso pediu prazo adicional para apresentar novas propostas de acordo para os serviços públicos das demais áreas.

     

    A controvérsia é um desdobramento da Ação Cível Originária na qual o STF definiu os limites territoriais entre os estados, favorecendo a linha defendida pelo Pará. Com o fim definitivo do processo (trânsito em julgado) em 31 de maio de 2021, o Estado de Mato Grosso foi condenado ao pagamento de R$ 100 mil em honorários advocatícios, agora atualizados.

    Em 2020, após quase 22 anos de disputa judicial, o STF manteve os limites entre os estados. Em maio de 2023, no entanto, Mato Grosso voltou a questionar esse entendimento ao ingressar com uma nova ação na Corte, até que em junho as partes resolveram o imbróglio de forma consensual.

    Apesar da solução do conflito entre os estados, proprietários de terras na região de fronteira enfrentaram dificuldades práticas. É o caso de um particular que possui áreas registradas em Vila Rica, mas localizadas fisicamente no Pará. Segundo o relato contido no processo, a falta de diretrizes claras impediu a regularização fundiária junto aos órgãos do Pará, gerando prejuízos econômicos e impossibilidade de obter financiamentos rurais.

    Conforme trecho da decisão do STF, os estados acordaram “em proceder ao mapeamento cartográfico conjunto da titulação dos imóveis situados nas áreas tituladas pelo Estado de Mato Grosso que se encontrem no território do Estado do Para”.

    O processo de regularização das terras seguirá agora o cronograma e as diretrizes estabelecidas no plano conjunto firmado entre as procuradorias e institutos de terras de ambos os estados.
     

    Fonte: Olhardireto

  • “Evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente”, diz arcebispo

    “Evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente”, diz arcebispo

    Dom Mário Antonio, ex-arcebispo de Cuiabá, conduziu pela primeira vez a missa do dia da padroeira

     

    O arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), dom Mário Antônio da Silva, disse nesta segunda-feira (12), dia da padroeira do Brasil, que “o evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente nem a matar os inimigos“.

    Após figurar no centro de uma disputa eleitoral alimentada por notícias falsas, Nossa Senhora Aparecida é homenageada com missas e procissão no Santuário Nacional, no interior de São Paulo.

    A fala do arcebispo ocorreu durante a homilia. Ele não realizou comentários com teor político explícito, mas ressaltou que o evangelho “nos autoriza a construir pontes onde se abrem precipícios, e túneis onde se erguem muros“.

    Citando o papa Leão 14, defendeu “uma paz desarmada e desarmante” e criticou as divisões alimentadas por armamentos, guerras e confrontos. Também afirmou que a Igreja se fortalece quando seus integrantes caminham juntos.

     

    Dom Mário associou a escuta da palavra de Deus ao cuidado com os outros e condenou a indiferença diante da fome, da pobreza, da violência, das guerras e da destruição da natureza.

    A missa solene começou pontualmente às 9h, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), acompanhado da mulher, Lu Alckmin, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). Centenas de fiéis participaram da celebração e acenaram com lenços azuis e brancos.

    Também foram saudados a deputada federal Tabata Amaral (PSB), João Campos (PSB), derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco, Gilberto Kassab (PSD) e o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues.

    Na homilia de 17 minutos, dom Mário cobrou coerência entre os ensinamentos de Jesus e as atitudes dos fiéis.

    A crítica à distância entre conhecer a palavra e colocá-la em prática também incluiu o perdão, o serviço aos outros e o acolhimento dos pobres. “Às vezes conhecemos muito a palavra, mas praticamos pouco.”

    “Sabemos que Jesus manda servir, mas queremos ser servidos“, acrescentou.

     

    Dom Mário afirmou que o ensinamento de amar os pobres nem sempre se traduz em disposição para se aproximar deles. Criticou o desprezo, os preconceitos e as frases feitas usados para julgá-los. “Sabemos que Jesus manda amar os pobres, mas nem sempre queremos nos aproximar deles.”

     

    O religioso disse que ouvir a palavra de Deus exige se deixar tocar pela vida dos outros. Mencionou famílias e crianças feridas, jovens sem esperança e idosos abandonados.

    A homilia foi organizada em torno de três personagens das leituras bíblicas: Ester, a mulher do Apocalipse e a mãe de Jesus nas bodas de Caná. A reflexão retomou o tema da novena e da festa deste ano: “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra“.

    Ao falar de Ester, dom Mário associou o amor à disposição de agir diante das necessidades dos outros. A mulher do Apocalipse foi apresentada como uma figura que permanece de pé diante das ameaças, protegida por Deus.

    O arcebispo relacionou essa figura a Maria e à Igreja, que atravessa dificuldades sem perder a esperança. Pediu aos fiéis que olhassem para a imagem de Nossa Senhora Aparecida e destacou sua dimensão na vida dos devotos.

    “Justamente esta pequena imagem se tornou um grande sinal de esperança e ternura para milhões de brasileiros e brasileiras.”

     

    No encerramento da homilia, dom Mário defendeu o compromisso de cuidar do Brasil e destacou que Nossa Senhora Aparecida é mãe de todos. “Dos que têm muito, dos que têm pouco, dos que vivem no centro, dos que vivem nas periferias, dos que sofrem, dos que têm esperança.”

     

    Festa e romaria

    A festa da padroeira do Brasil atraiu romeiros de diferentes estados a Aparecida, no Vale do Paraíba, a 180 km da capital paulista. Pedidos de cura, cumprimento de promessas e agradecimentos motivaram viagens até o santuário.

    Parte dos peregrinos faz o percurso a pé pelo acostamento da rodovia Presidente Dutra. Neste ano, a concessionária RioSP projetava superar os 40 mil romeiros registrados em 2025.

    A dimensão da caminhada levou a concessionária a preparar um estudo para construir uma via exclusiva para pedestres até Aparecida. O projeto depende de aprovação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e não tem data para o início das obras.

    Na operação de 2026, a concessionária previa a distribuição de 30 mil coletes e 120 mil faixas reflexivas em 28 tendas ao longo da rodovia. Em trechos sem acostamento, cones reservam espaço para os pedestres.

    Neste ano, dom Mário, 59, conduz pela primeira vez a missa do Dia da Padroeira como arcebispo de Aparecida.

    Silva assumiu a arquidiocese em maio, em substituição a dom Orlando Brandes, cujo pedido de renúncia o papa Leão 14 aceitou.

    A programação na cidade começou à meia-noite, com a Vigília Mariana. O toque dos sinos, às 4h45, antecede as missas das 5h e das 7h.

    Ao meio-dia ocorre a Missa das Crianças. Outras celebrações estão previstas para as 14h e as 16h. Às 15h, a Basílica Histórica recebe a Consagração Solene. A missa de encerramento será realizada às 18h, seguida de procissão e show pirotécnico às 19h30.

     

    Três séculos de devoção

    A devoção a Nossa Senhora Aparecida começou em outubro de 1717, quando três pescadores encontraram uma pequena imagem de terracota no rio Paraíba do Sul. Primeiro, retiraram da água o corpo da estátua. Depois, a cabeça.

    A representação de Nossa Senhora da Conceição passou a ser chamada de Aparecida em referência ao achado no rio. A prática se difundiu nas décadas seguintes e transformou o município em destino de peregrinação.

    O Vaticano reconheceu Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em 1930, após pedido dos bispos do país. Uma cerimônia no Rio de Janeiro, então capital nacional, celebrou a decisão em maio de 1931, com a presença do presidente Getúlio Vargas.

    O dia dedicado à padroeira é feriado nacional desde 1980.

     

    Disputa eleitoral

    Neste ano, as homenagens ocorrem após a circulação da alegação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) apoiaria uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O assunto ganhou espaço na reta final do primeiro turno da disputa presidencial contra Lula (PT).

    Não há registro de declaração do candidato ou de sua assessoria em defesa dessa mudança. Em agosto, o senador afirmou que um de seus primeiros atos, se eleito, seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, sem citar a retirada do título.

    O boato retomou uma proposta apresentada em 2007 pelo então deputado Victorio Galli, hoje no PP e pastor evangélico. O projeto pretendia reconhecer Nossa Senhora Aparecida como padroeira apenas dos brasileiros católicos apostólicos romanos, mas acabou arquivado no ano seguinte.

    Flávio negou a intenção de alterar o título da santa. Publicações sobre o assunto provocaram disputas judiciais, com decisões dos ministros André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux determinando a remoção e o restabelecimento de conteúdos em redes sociais.

     

    Fonte: Midianews

  • Governo de MT conclui hospital veterinário para animais silvestres

    Governo de MT conclui hospital veterinário para animais silvestres

    Secretaria de Estado de Meio Ambiente aguarda apenas a finalização das aquisições dos equipamentos e imobiliários para iniciar os atendimentos

     

    O Governo de Mato Grosso já concluiu as obras do prédio do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), o maior hospital veterinário exclusivo para animais silvestres das Américas, localizado em Cuiabá.

    A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) aguarda apenas a finalização das aquisições dos equipamentos e do mobiliário para iniciar os atendimentos.

    O Cetras é a primeira estrutura pública estadual voltada para a gestão e assistência integral aos animais silvestres em Mato Grosso. Além do hospital, foram construídos recintos para área de quarentena de animais silvestres e estacionamento. A construção, no Centro Político Administrativo, abrange mais de 4 mil metros quadrados.

    A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destaca que os investimentos para a construção do Cetras foram de cerca de R$ 23 milhões.

    “A estrutura foi cuidadosamente pensada e realizada para conferir aos animais silvestres o melhor atendimento do Brasil. O nosso objetivo é de fato atender a esses animais e cumprir a missão do órgão ambiental estadual, ampliando o atendimento e promovendo uma gestão adequada”, afirma.

    O diretor da unidade, Éder Toledo, destaca que o complexo do Cetras funcionará como uma central de atendimento. Em vez de deslocar os animais para múltiplos locais e especialistas contratados (dermatologia, oftalmologia, cirurgia ortopédica, exames de imagem, entre outros), os procedimentos especializados e cirurgias serão realizados dentro da própria estrutura do centro, otimizando o tratamento e o bem-estar animal.

    “É um centro que será referência na gestão de fauna no Estado. Com uma capacidade de atendimento de até cinco mil animais, a depender da espécie. Vamos receber aqui animais silvestres alvo de apreensão, de fiscalização, de resgate e de entregas voluntárias. Eles serão direcionados para este local para tratamento e reabilitação”, explica o diretor.

    O Cetras-MT é resultado da parceria das secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

     

    Atendimentos

    Em 2025, cerca de 1.450 animais silvestres foram resgatados e encaminhados para clínicas veterinárias credenciadas à Sema. No total, ocorreu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.

    A maior parte das ocorrências de resgate, nesse período, concentrou-se na região da Baixada Cuiabana, onde também foi registrado o maior número de atendimentos clínico-veterinários. Somente nessa área, 739 animais silvestres receberam cuidados especializados nas clínicas Anjo da Guarda e Megalos. Já no interior do Estado, outros 741 animais foram atendidos nos municípios com clínicas credenciadas.

    Com o funcionamento do Cetras, toda essa demanda passa a ser atendida pela unidade estadual. Segundo a Coordenadoria de Fauna, cerca de 70% dos atendimentos corresponderam a aves, como papagaio, arara, periquito, passarinho, gavião, coruja, entre outros. Também foram atendidas antas, onças, gambás, cachorros-do-mato, jabutis, cervos e lobos-guarás.

    Fonte:  Redação