Dia: 8 de setembro de 2026

  • Treinamento da Justiça Eleitoral prepara 1,5 mil mesários para as eleições de outubro

    Treinamento da Justiça Eleitoral prepara 1,5 mil mesários para as eleições de outubro

    Com foco na preparação de quem estará na linha de frente das Eleições Gerais de 2026, mesários e mesárias convocados pela 55ª Zona Eleitoral, com sede em Cuiabá, passam por treinamento. A capacitação, que teve início no último dia 1º de setembro, segue até o dia 08 (terça-feira que vem), na Casa da Democracia, e reúne colaboradores para a atualização dos procedimentos que serão adotados no dia da votação.

    Ao todo, participam 1.550 pessoas, que atuarão nas funções de 1º e 2º mesário(a), presidente de seção, 1º secretário, técnico(a) de urna, coordenador(a) de seção e coordenador(a) de acessibilidade.

    O juiz da 55ª Zona Eleitoral, Emerson Luis Pereira Cajango, ressaltou que a capacitação faz parte das fases preparatórias do pleito.

     

    As eleições exigem uma preparação complexa. E uma das etapas é justamente o treinamento que o TRE oferta aos nossos presidentes de seção, aos coordenadores de seção e aos nossos mesários. Isso é feito para que no dia da eleição tudo transcorra dentro da mais absoluta normalidade, que nós tenhamos uma eleição muito rápida e possamos encerrar a votação no prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral. É uma grande missão desses nossos cidadãos, eles cumprem uma missão constitucional. Nós queremos, por meio desse treinamento, tranquilizá-los e para dizer que tudo dará certo no dia dessa eleição“.

    Segundo a chefe de Cartório da 55ª Zona Eleitoral, Jaqueline Nunes Faustino Almeida, todos os colaboradores que vão atuar nas seções pertencentes à 55ª ZE serão treinados(as).

     

    O treinamento contempla todos que vão atuar no pleito. Todo o conteúdo é justamente para prepará-los para o dia da votação, para que eles fiquem tranquilos e possam realizar o trabalho deles. Eles estão tendo instruções sobre como se portar, questões sobre neutralidade, como manusear a urna também. E podem praticar na urna todo o processo que acontece no dia da eleição, desde ligar a urna até o encerramento, que é a impressão dos boletins de urna“, explicou.

    Atuando há cerca de 10 anos como mesária, Juraci Joana de Oliveira falou sobre a satisfação em desenvolver a função e contribuir com a democracia.

     

    É uma expectativa muito grande, estou participando do treinamento porque a tecnologia sempre está renovando, e a gente precisa renovar os conhecimentos também. A gente tem que participar, fazer a nossa parte, ser um cidadão que é diferente, contribuidor. Esse trabalho contribui com a democracia, é muito importante. Foi maravilhoso o treinamento, tudo muito bem explicado, mesmo para a gente que já tem um pouquinho de conhecimento, vale muito a pena“, avaliou ela, que é professora.

    Além do conteúdo teórico, os(as) participantes recebem orientações práticas que incluem o manuseio da urna eletrônica. Dessa forma, aprendem a ligar e desligar o equipamento, a fazer a emissão da zerézima (relatório que mostra que não há registro de voto antes do início da eleição), a liberar a urna para o voto de cada eleitor e eleitora, entre outros procedimentos necessários à condução da votação.

    Fonte: Gazetadigital

  • Lucas do Rio Verde celebra Independência do Brasil com tradicional desfile cívico

    Lucas do Rio Verde celebra Independência do Brasil com tradicional desfile cívico

    Evento do 7 de Setembro reuniu escolas, forças de segurança, entidades e comunidade na manhã desta segunda-feira

     

    A tradição de celebrar a Independência do Brasil voltou a reunir a comunidade luverdense na manhã desta segunda-feira (7). Desde as primeiras horas da manhã, a rotatória do Paço Municipal, em Lucas do Rio Verde, foi tomada por estudantes, professores, famílias e representantes de diferentes instituições para o tradicional desfile cívico de 7 de Setembro.

    A data marca os 204 anos da Independência do Brasil. Em 1822, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro I declarou o fim do domínio português e se tornou o primeiro imperador do país.

    Para o prefeito Miguel Vaz, é uma ocasião para olhar tanto para o passado quanto para o presente. “É uma data a ser comemorada sempre, a independência do Brasil. Mas também, ao mesmo tempo, não olhar só para 1822, e sim olhar para o Brasil e para o município que nós estamos construindo hoje“, disse.

    Realizado há décadas no município, o desfile é também um momento de integração entre as instituições e de valorização dos estudantes, que participam ativamente da celebração e levam para o ato o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Passaram pela rotatória alunos da rede municipal, que hoje soma 24 escolas da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, e da rede estadual, com seis unidades, quatro delas sob gestão cívico-militar. Também esteve presente o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus Avançado Lucas do Rio Verde.

    Passaram pela rotatória as forças de segurança do município: 13º Batalhão de Polícia Militar, Esquadrão de Policiamento Montado, 13ª Companhia Independente de Bombeiros Militar e Guarda Civil Municipal. Entre elas estavam os alunos do 35º Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar, já que Lucas do Rio Verde foi escolhida neste ano como polo regional do curso.

    Entidades da comunidade como Rotary Club e Clube de Desbravadores Guardiões do Rio Verde completaram o cortejo.

    Também desfilaram representantes das Secretarias de Cultura e Esporte, associações filantrópicas e clubes de serviços.

    O grande diferencial da edição deste ano ficou por conta das bandas escolares. Segundo a secretária de Educação, Elaine Lovatel, era um desejo antigo da pasta ver as escolas com suas próprias bandas. “Esse ano são três escolas que vêm com as suas bandas: a Escola Cívico-Militar Dom Bosco, a Escola Militar Tiradentes, que é a que sempre teve, e também a Escola Cecília Meireles, que são os alunos bem pequenos“, contou. Ela destacou ainda a novidade da participação das escolas estaduais cívico-militares nesta edição e comemorou o tempo, que favoreceu o público. “O clima favoreceu, está um clima agradável para a comunidade luverdense prestigiar o desfile“, disse.

    Para garantir mais conforto durante a programação, a organização manteve as medidas adotadas na edição anterior. Bebedouros foram disponibilizados ao longo do evento, e o público foi orientado a levar água, garrafas e utilizar protetor solar, além de levar cadeiras para acompanhar o desfile com mais comodidade.

    Para os estudantes, a preparação para o momento começou muito antes da manhã de 7 de setembro. Um deles foi Victor Silva, que contou a ansiedade da espera antes de entrar na rotatória. “Eu estava ansioso, até com um medo ali no começo, pois eu represento o país, a escola, e então eu fiquei com esse friozinho na barriga. Mas me senti feliz quando desfilava, me senti parte de algo maior“, disse.

    Entre os organizadores, o desfile também foi resultado de um trabalho de preparação e envolvimento dos alunos. Segundo a coordenadora da Secretaria Municipal de Educação, Ana Blessa, os preparativos começam meses antes. “Nós geralmente começamos com os planejamentos, os contatos, conversando com os grupos que vão desfilar. Tem uma grande equipe por trás de tudo isso, trabalhando e organizando“, contou.

    Ao reunir estudantes, educadores, instituições e famílias, Lucas do Rio Verde manteve viva mais uma vez a tradição do 7 de Setembro.

     

    Fonte: Assessoria

  • Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

    Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

    A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

    Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

    A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em Matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em Ciências (36 pontos).

    O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.

    O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

     

    Ferramentas computacionais

    O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi “Aprendizagem no Mundo Digital”, que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.

    Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.

    Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).

     

    Celulares nas escolas

    Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).

    Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país”, observou a pasta, em nota.

    No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que ouso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.

     

    Curiosidade e perseverança

    Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.

    Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).

     

    Meio ambiente

    Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da  ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.

     

    Entenda o Pisa

    Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.

    O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.

    No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.

    A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.
     

     

    Fonte: Agência Brasil

  • Pivetta critica senadores com “rabo preso” e defende renovação

    Pivetta critica senadores com “rabo preso” e defende renovação

    Ele lembrou que eleitores podem trocar representantes políticos e citou desafios dos próximos anos

     

    O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou neste 7 de Setembro que há senadores com “rabo preso” em Brasília e disse que a falta de independência dos parlamentares impede a votação de medidas que considera necessárias ao país.

    Candidato à reeleição, ele aproveitou a crítica para defender que os eleitores troquem representantes que, em sua avaliação, não cumprem seu papel.

    D. Pedro I resolveu dar o grito da independência porque não aguentava mais pagar impostos para os portugueses levarem embora o dinheiro. Daí hoje é um dia para nós pensarmos um pouco também. 7 de setembro significa o dia da liberdade do Brasil”, disse.

    Pivetta considerou que a discussão sobre liberdade passa pelo atual cenário político e institucional brasileiro. Ele mencionou o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e a Presidência da República.

     

    Agora eu quero perguntar para vocês, nós nos sentimos livres no Brasil? A liberdade que nós vamos construir é com todo mundo junto. Aqueles que hoje acham que não são livres, começar a participar. Em Brasília nós estamos assistindo lá aquela confusão entre STF, Congresso Nacional, Presidente da República”, acrescentou.

    Além disso, direcionou a crítica ao Senado e afirmou que a falta de independência dos parlamentares impede a votação de medidas que, na avaliação dele, seriam necessárias para reorganizar o país.

    Isso é falta de liberdade, porque se os senadores fossem livres eles votariam as leis necessárias para organizar a casa. Eles só não votam porque não são livres. Cada um vai lá para o Senado com o seu rabo preso e fica lá sem fazer nada”, pontuou.

    A atual bancada de Mato Grosso é formada pelos senadores Jayme Campos (União), Carlos Favaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL).

    Pivetta aproveitou para relacionar a crítica diretamente às eleições deste ano e à escolha dos representantes.

    Aí não vale a pena. Então é hora de votar em senadores que vão representar você para ter essa capacidade. Se tem administradores ruins, que não tem capacidade de gestão, é hora de trocar também”, avaliou.

    Por fim, Pivetta afirmou que pretende gerir o estado baseado na experiência acumulada nos últimos anos e focar em realizações.

    Nós queremos propor nos próximos 4 anos um governo de realizações baseado na nossa experiência. Podemos fazer mais, podemos fazer melhor, porque nós aprendemos ao longo do tempo. E eu tenho que honrar o povo de Mato Grosso dando o meu melhor”, concluiu.

    Fonte: Midianews