Dia: 10 de julho de 2026

  • TCE-MT revoga suspensão e autoriza consórcio de prefeitos a manter gestão do Hospital Regional de Sinop

    TCE-MT revoga suspensão e autoriza consórcio de prefeitos a manter gestão do Hospital Regional de Sinop

    O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) autorizou a continuidade da gestão do Hospital Regional de Sinop pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Teles Pires após aceitar um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT). A decisão levou em conta informações complementares enviadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e revogou a suspensão do contrato.

    O consórcio, formado por prefeitos de 16 municípios do norte de Mato Grosso, assumiu oficialmente a gestão da unidade em 25 de maio. A mudança ocorreu em meio a questionamentos judiciais sobre a capacidade técnica da entidade para administrar o hospital. Uma das primeiras medidas da nova gestão foi a saída do então diretor-geral, Jean Carlos Alencar.

    Em junho, o TCE-MT havia suspendido a transferência da gestão do Hospital Regional de Sinop para o consórcio. Na ocasião, o Tribunal também interrompeu os repasses financeiros e apontou dúvidas sobre a capacidade técnica da entidade para administrar a unidade.

    Na decisão que suspendeu o contrato, o conselheiro-relator Guilherme Antonio Maluf apontou indícios de falhas nos estudos técnicos que embasaram a mudança do modelo de gestão. Segundo ele, a alteração exigia planejamento detalhado, justificativa técnica consistente e comprovação de que atendia ao interesse público, o que, na avaliação do Tribunal, não havia sido demonstrado.

    A decisão também teve como base um relatório da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT. Entre os principais apontamentos estavam:

    falta de estudos técnicos mais aprofundados;

    Ausência de comprovação da experiência do consórcio na gestão de hospitais de porte semelhante.

    Na época, o Tribunal também informou que a Secretaria de Estado de Saúde não havia encaminhado documentos solicitados, como informações sobre a comissão de transição e o cronograma de implantação da nova gestão.

    Com a nova decisão, o TCE revogou a suspensão do contrato entre a Secretaria de Estado de Saúde e o consórcio. Também autorizou a retomada dos repasses financeiros e da gestão da unidade, mantendo o acompanhamento da fase de transição.

    Segundo o Tribunal, não há necessidade de manter a suspensão do contrato neste momento. O entendimento é que eventuais pendências podem ser acompanhadas durante a execução do acordo, sem interromper os serviços prestados pelo hospital.

    De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a decisão permite dar continuidade à transição da gestão e garante a manutenção do atendimento à população da região norte de Mato Grosso.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde afirmou que mantém o compromisso com a transparência, a legalidade, a segurança jurídica e o fortalecimento da rede pública estadual de saúde.

     

    Fonte: G1-MT

  • Matupá conquista o 3º melhor Índice Municipal de Qualidade da Educação de Mato Grosso

    Matupá conquista o 3º melhor Índice Municipal de Qualidade da Educação de Mato Grosso

    O município de Matupá alcançou um importante reconhecimento na área da educação ao conquistar o 3º lugar no Índice Municipal de Qualidade da Educação (IMQE) 2025, entre todos os municípios de Mato Grosso. O resultado foi divulgado pelo Governo do Estado e evidencia o compromisso da gestão municipal com a oferta de uma educação pública de qualidade.

    O IMQE avalia indicadores relacionados ao desempenho educacional dos municípios, refletindo o trabalho desenvolvido por professores, gestores, servidores, estudantes e famílias. Embora o índice seja divulgado em 2025, ele considera os resultados obtidos no ano letivo anterior, conforme a metodologia da avaliação.

    A conquista coloca Matupá entre os três melhores municípios do estado, ficando atrás apenas de Alto Taquari e Torixoréu. O resultado reforça que os investimentos realizados na educação municipal têm gerado resultados concretos, promovendo mais qualidade no ensino e melhores oportunidades para os estudantes.

    Para a Administração Municipal, a colocação representa o reconhecimento do esforço coletivo de toda a comunidade escolar e fortalece o compromisso de continuar investindo na educação como ferramenta de transformação social.

    Investir na educação é investir no futuro. Esse resultado demonstra que o trabalho realizado em Matupá está no caminho certo e motiva a administração a seguir buscando avanços para oferecer um ensino cada vez melhor à população.”

     

    Fonte:  Assessoria

  • Véspera de convenções futuro do MDB ainda é incógnita

    Véspera de convenções futuro do MDB ainda é incógnita

    MDB chega ao período final da précampanha sem definições sobre qual caminho seguirá na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026. A legenda está dividida entre retornar à coalizão de apoio ao governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), ou acompanhar a diretriz nacional adotada em 17 estados, que prevê aliança com o PL e, em Mato Grosso, significaria o embarque no projeto do senador Wellington Fagundes ao governo do Estado.

    O impasse mobiliza diferentes alas do partido e envolve até questões familiares, já que a presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, é nora de Fagundes. Embora o MDB tenha fechado entendimento com o PL na maioria dos estados brasileiros, em Mato Grosso a composição enfrenta forte resistência de lideranças ligadas ao bolsonarismo. Entre os principais opositores à aliança estão o deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que já manifestaram publicamente suas restrições à participação dos emedebistas no projeto encabeçado por Wellington Fagundes.

    Na avaliação da ex-prefeita de Sinop e suplente de senadora Rosana Martinelli (MDB), pré-candidata a deputada federal e que integrou os quadros do PL por mais de uma década, a rejeição decorre dos papéis antagônicos desempenhados pelas duas legendas nos últimos pleitos eleitorais. Apontada nos bastidores como uma das principais cotadas para ocupar a vaga de vice na chapa de Fagundes, Martinelli afirma que ainda não recebeu convite para a composição.

     

    Neste momento, o meu foco é a construção da candidatura à deputada federal. Entretanto, vejo que essa resistência de alguns integrantes do PL está muito mais relacionada a posições pessoais do que partidárias. O MDB está aberto ao diálogo, porque a política é, acima de tudo, a arte de conversar e construir consensos”.

    A resistência de parte dos liberais, no entanto, tem levado grupos ligados ao governador Otaviano Pivetta a intensificarem as tratativas para atrair o MDB de volta à base governista. Nos bastidores, o entendimento é de que o potencial eleitoral de Janaina Riva, caso seja colocado a serviço da candidatura de Wellington Fagundes, pode representar um fator decisivo e dificultar o êxito do projeto de reeleição de Pivetta.

    O próprio governador admitiu, há cerca de duas semanas, que mantém conversas com lideranças do MDB em busca de uma composição para 2026. O principal entrave das negociações, contudo, está na acomodação do projeto político de Janaina Riva dentro do bloco governista, garantindo espaço e protagonismo à presidente estadual da legenda.

     

    Fonte: Gazetadigital