Dia: 22 de junho de 2026

  • El Niño ameaça nova safra de MT: “Pode ter que replantar tudo”

    El Niño ameaça nova safra de MT: “Pode ter que replantar tudo”

    Climatologista fala de impactos do fenômeno climático no período da implantação da safra 2025/26

    Responsável pela maior produção de grãos do país, Mato Grosso pode sentir os efeitos do El Niño justamente durante o período de implantação da próxima safra. Segundo o climatologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques, a tendência é de chuvas irregulares e temperaturas acima da média entre setembro e outubro, meses considerados decisivos para o plantio da soja.

    O alerta ocorre em um momento em que Mato Grosso mantém posição de destaque no agronegócio nacional. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado colheu 111,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, alta de 18,7% em relação ao ciclo anterior.

    Para o pesquisador, o período mais sensível deve ocorrer justamente no início do ciclo produtivo. A combinação entre atraso das chuvas e calor excessivo pode comprometer a germinação das lavouras e gerar prejuízos ainda nas primeiras semanas após o plantio.

    Eu acredito que talvez o período mais problemático para as culturas, agora em setembro, vai ser o plantio. Porque se tem o plantio da soja e logo em seguida não tem um volume de chuva razoável e tem temperaturas muito elevadas, isso pode comprometer a germinação da planta”, disse em entrevista ao MidiaNews.

    E, consequentemente, como já ocorreu em anos anteriores, se você tem elevadas temperaturas e períodos secos prolongados, você pode ter que replantar tudo o que foi plantado. Então, você perde o que foi plantado. Essa talvez seja a parte mais sensível do El Niño para a gente aqui”, completou.

    Para a safra 2025/26, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta produção de 47,1 milhões de toneladas de soja e 51,7 milhões de toneladas de milho, culturas que dependem diretamente do comportamento das chuvas durante os meses de implantação e desenvolvimento das lavouras.

    Segundo o professor, os impactos do fenômeno em Mato Grosso estão diretamente ligados à influência que a Amazônia exerce sobre o regime de chuvas do estado. Como cerca de 90% das precipitações anuais ocorrem entre outubro e abril e dependem da umidade transportada da floresta, qualquer alteração nesse sistema tende a repercutir sobre a produção agrícola.

    A nossa chuva de outubro a abril é extremamente dependente da umidade que vem da Amazônia. Se eu não tenho essa umidade na Amazônia, logo eu não tenho essa chuva aqui. Então, se o El Niño coincide no período chuvoso, nós temos um período mais seco. E nesse período seco, nós temos ondas de calor que tendem a atuar”.

    Ele explicou que o fenômeno altera a circulação atmosférica sobre a Amazônia, reduzindo a formação de nuvens e dificultando a ocorrência de chuvas. O resultado costuma ser uma combinação de estiagem, temperaturas mais elevadas e precipitações irregulares.

    Agora, para o segundo semestre, se espera que a gente possa ter um atraso no início das chuvas, temperaturas mais elevadas ali entre setembro e outubro. Isso é o que a gente espera quando tem El Niño. Nós temos essas características aqui no estado”, disse.

    Além dos impactos sobre as lavouras, o climatologista alertou para reflexos na pecuária. A redução das chuvas pode afetar a qualidade das pastagens e favorecer a formação de grandes áreas de biomassa seca, aumentando o risco de incêndios.

    Você pode afetar as pastagens. Como você tem um material seco formado, por exemplo, qual é o grande risco que nós temos nesses períodos que podem ocorrer de secas prolongadas? A vegetação, o pasto, ele forma um material, uma biomassa seca, que se uma vez tiver início de incêndio, se propaga muito rápido“.

    Então, talvez essa seja a maior preocupação. E é claro que você pode ter uma perda na qualidade, inclusive nutritiva, do próprio pasto e aí um efeito sobre os próprios animais também”, alertou.

    O especialista destacou que hoje os produtores contam com ferramentas mais avançadas de monitoramento climático do que em décadas anteriores. Para ele, o principal desafio não é a falta de informação, mas a capacidade de incorporar essas previsões ao planejamento da safra.

    A grande questão é que, infelizmente, algumas pessoas insistem em desconsiderar essas previsões, esses indicadores. Nós estamos falando de vários órgãos no mundo inteiro, dos Estados Unidos, da Europa, do Brasil, indicando isso. Para o agricultor, seria muito importante acompanhar esse monitoramento, porque nós estamos falando de uma atividade econômica que depende diretamente dos aspectos climáticos”.

    Risco de incêndios

    Além dos impactos sobre as lavouras e as pastagens, a possível atuação do El Niño também aumenta a preocupação com os incêndios florestais. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) informou na última semana que intensificou o planejamento para a temporada de incêndios de 2026 diante das previsões de estiagem mais severa associadas ao fenômeno climático.

    Segundo a corporação, os efeitos do El Niño tendem a provocar aumento das temperaturas e redução do volume de chuvas, criando condições favoráveis para a ocorrência e propagação do fogo em áreas de vegetação. Por conta disso, militares de todas as regiões do Estado participam de treinamentos e alinhamentos operacionais para atuação durante o período crítico.

    O comandante-geral da corporação, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, afirmou que o planejamento antecipado é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta e minimizar os impactos provocados pelos incêndios florestais.

    A preocupação também é compartilhada pelo climatologista Rodrigo Marques. Segundo ele, períodos prolongados de seca favorecem a formação de grandes volumes de biomassa seca em áreas rurais, aumentando o potencial de propagação do fogo.

    Você pode afetar as pastagens. Como você tem um material seco formado, por exemplo, qual é o grande risco que nós temos nesses períodos que podem ocorrer de secas prolongadas? A vegetação, o pasto, ele forma um material, uma biomassa seca, que se uma vez tiver início de incêndio, se propaga muito rápido. Então, talvez essa seja a maior preocupação”.

     

     

    Histórico recente

    O alerta ganha relevância diante do histórico recente do Estado. Em 2020, o Pantanal enfrentou a maior temporada de incêndios já registrada. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa/UFRJ) apontaram que aproximadamente 39 mil quilômetros quadrados foram atingidos pelas chamas, o equivalente a cerca de 26% de toda a área do bioma.

    Durante a entrevista, Rodrigo citou o episódio como exemplo dos impactos que períodos de seca severa podem provocar quando combinados com ações humanas.

    Tivemos o que aconteceu em 2020, que depois acabou sendo identificado pela própria Polícia Federal, que por conta de limpeza de duas ou três fazendas no Mato Grosso do Sul nós tivemos aquela tragédia que dizimou quase metade do Pantanal“.

    Para o pesquisador, embora o fogo tenha origem, na maioria das vezes, em ações humanas, condições climáticas mais secas e quentes tornam o controle dos incêndios muito mais difícil e ampliam o potencial de destruição.

    Fonte: MidiaNews

  • Dupla vitória em quadra: Lucas do Rio Verde é campeão no vôlei masculino e feminino na Copa Sicredi Viva Lucas de Vôlei

    Dupla vitória em quadra: Lucas do Rio Verde é campeão no vôlei masculino e feminino na Copa Sicredi Viva Lucas de Vôlei

    Realizada pela Associação Luverdense de Voleibol, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, a competição se encerrou neste domingo (21)

     

    Neste final de semana, as equipes de voleibol de Lucas do Rio Verde deram um show na quadra do Ginásio Ernesto Zortea, durante a Copa Sicredi Viva Lucas de vôlei, conquistando o título de campeãs tanto no feminino quanto no masculino. A competição é uma realização da Associação Luverdense de Voleibol, com apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e patrocínio da cooperativa Sicredi Ouro Verde MT/PA.

    Ao todo, sete equipes dos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum participaram dos jogos que encerraram neste domingo (21).

    Lucas do Rio Verde é uma cidade que respira esporte, e hoje é possível ver movimentos esportivos acontecendo nos quatro cantos do município. A Secretaria sempre está apoiando o esporte local, dando todo o suporte necessário para que o evento aconteça da melhor forma possível”, destacou o secretário adjunto da pasta, Geovanio da Silva.

    Essa competição é muito importante para estimular o voleibol entre as crianças de base. Quero aproveitar o momento para agradecer o investimento da Sicredi e o apoio do nosso prefeito Miguel Vaz e do secretário de Esporte e Lazer, André Matto”, afirmou a representante da Associação Luverdense de Voleibol e treinadora do Luverdense Vôlei LEC, Tereza Garcia.

    Na disputa feminina, a equipe do Viva Lucas Vôlei levou a melhor sobre o MV Nova Mutum, venceu por 2 a 1 e garantiu o prêmio de R$ 3.500,00.

    A Copa Sicredi já vem entregando, todos os anos, um bom campeonato, no qual a gente consegue se desempenhar bastante. Nós treinamos muito para estar hoje no pódio, e o melhor de tudo é estar no pódio competindo em casa”, compartilhou a capitã, Rayza Guimarães.

    Na final do masculino, o Luverdense Vôlei LEC enfrentou o time da Associação Sorriso de Voleibol e se consagrou campeão, após vencer de 2 a 0.

    Mais uma edição fantástica da Copa Sicredi. Poder jogar aqui em Lucas, perto da família e do calor da torcida luverdense é muito bom. Mais uma vez, conseguimos sair vencedores daqui. E esse apoio da Prefeitura é fundamental, porque o esporte não se restringe só às quadras, ele muda vidas, assim como mudou a minha. Tudo o que eu conquistei até aqui foi graças ao vôlei e através da Prefeitura que proporciona estrutura, moradia e alimentação e tudo o que a gente precisa para dar um show em quadra”, ressaltou o capitão do Luverdense, Saymon Breno.

    A Copa Sicredi Viva Lucas de Vôlei reafirmou a força do voleibol em Lucas do Rio Verde, evidenciando não apenas conquistas em quadra, mas também o impacto social do esporte na formação de atletas e cidadãos.

    Confira como ficou o pódio:

    Feminino

    1º Lugar – Viva Lucas Vôlei

    2º Lugar – MV Nova Mutum

    3º Lugar – Hinode

    Melhor jogadora: Jessica Dos Santos –  Viva Lucas

     Masculino 

    1º lugar – Luverdense Vôlei LEC

    2º lugar – Associação Sorriso de Voleibol ASV

    3º lugar – Viva Lucas Master

    Melhor jogador: Saymon Breno – Luverdense Vôlei

    Fonte:  Assessoria

  • MovMente 2.0 é lançado para formar jovens empreendedores em Nova Mutum

    MovMente 2.0 é lançado para formar jovens empreendedores em Nova Mutum

    Programa amplia a Escola de Jovens Empreendedores e oferecerá oficinas, mentorias e projetos práticos para estudantes do ensino médio

     

    A Prefeitura de Nova Mutum, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, lançou nesta quinta-feira (18.jun.2026) o MovMente 2.0, um programa estruturante que reuni ações de formação empreendedora e inovação para estudantes do 2º e 3º ano do ensino médio da rede estadual e particulares, com o objetivo de estimular criatividade e desenvolver projetos reais no município.

    O MovMente 2.0 integra a segunda etapa da Escola de Jovens Empreendedores de Nova Mutum, iniciativa realizada em parceria com o Istituto Social Matogrossense (ISMAT) . Nesta edição serão atendidas duas turmas de 40 alunos cada, que participarão de oficinas, mentorias, atividades práticas e da construção de projetos aplicados ao contexto local, fortalecendo o protagonismo juvenil e a cultura empreendedora desde cedo.

    Agora, em 2026, a iniciativa chega ainda mais robusta e alinhada ao ambiente de inovação que vem sendo fortalecido em Nova Mutum. A nova edição terá duração de quatro meses, com encontros semanais, proporcionando uma experiência mais intensa e aprofundada aos participantes. Além dos conteúdos formativos, os jovens serão desafiados a colocar suas ideias em prática. Os três projetos com melhor desempenho serão selecionados para uma etapa especial de acompanhamento pós-programa, recebendo mentorias para aperfeiçoamento das ideias, validação de mercado e estruturação dos modelos de negócio.

    Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Edinaldo Nogueira, o programa nasceu de um trabalho coletivo e busca articular conhecimento acadêmico e prática empreendedora. “Construímos o MovMente 2.0 com a participação de servidores e parceiros institucionais para oferecer uma formação que conecte teoria e prática“, afirmou Nogueira. Ele destacou ainda a importância das mentorias e das oficinas para aproximar os jovens do mercado e do ecossistema de inovação.

    O chefe de Gabinete, Diego Rufino, prestigiou o lançamento, representando o prefeito Leandro Félix e ressaltou a relevância da iniciativa para o futuro profissional dos estudantes e para o desenvolvimento econômico do município. “Investir na formação empreendedora dos nossos jovens é preparar Nova Mutum para gerar inovação, emprego e novas oportunidades. O MovMente 2.0 representa um passo importante nessa direção“, disse o secretário.

    A parceria com o ISMAT permite articular conteúdos pedagógicos e metodologias ativas, além de garantir acompanhamento técnico durante as etapas formativas. A proposta inclui também a apresentação pública dos projetos desenvolvidos, o que favorece a vivência em processos reais de planejamento, execução e avaliação.

    A Secretaria de Desenvolvimento Econômico informa que o MovMente 2.0 é fruto do planejamento estratégico municipal e do diálogo com escolas e instituições parceiras. As turmas já selecionadas iniciarão as atividades conforme calendário divulgado pela secretaria, que também disponibilizará informações sobre horários, cronograma das oficinas e critérios de participação.

    Com ações voltadas à capacitação prática e ao estímulo à inovação, o programa pretende consolidar um ecossistema local de empreendedorismo jovem, ampliando as oportunidades de aprendizagem e fomentando iniciativas que possam evoluir para negócios ou projetos de impacto social no município.

    Fonte: Assessoria
  • Assis vê País refém de “narcoestado”: “O que Lula fez? Nada!”

    Assis vê País refém de “narcoestado”: “O que Lula fez? Nada!”

    Assis vê País refém de “narcoestado”: “O que Lula fez? Nada!”

     

    O deputado federal Coronel Assis (PL) fez duras críticas ao Governo Lula (PT) e apontou que a gestão foi omissa no combate às facções criminosas. Para o parlamentar, onde os grupos se infiltram, a população fica refém de um “narcoestado”.

    Em entrevista ao MidiaNews, em áreas dominadas pelo crime organizado, as facções passam a impor suas próprias regras e exercer uma espécie de soberania paralela ao Estado.

    Todo território ocupado [por facções] já vive o narcoestado. Eles mandam, porque tem o domínio territorial e existe a teoria do controle competitivo. Quem domina o território estabelece o regramento, tem o domínio da soberania”, disse.

    Lá, eles dizem quem vive, quem morre, o que pode, o que não pode, o que deve, o que não deve. É a lei de lá”, emendou.

    Para o parlamentar, mesmo sabendo da gravidade do cenário, o Governo Federal falhou em adotar medidas eficazes para enfrentar o problema.

    É impossível imaginar que nós temos no país com 88 facções catalogadas. Os caras estão atuando de sul ao norte, de leste a oeste, e o que é que o Governo Federal fez durante esses quatro anos? Nada!”, disse.

     

    Investimento tardio

    O deputado também questionou o anúncio do programa Brasil Contra o Crime Organizado, que veio em momento em que antecede às eleições e de forma tardia.

    Nós tivemos, esses dias, a divulgação de um pacote de investimentos por parte do Governo Lula. Agora? Há três meses da eleição? Não dá, pelo amor de Deus! Parece que eles não se preocuparam com isso ou passaram o pano para os vagabundos mesmo”, afirmou.

    O pacote da gestão Lula prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

     

    Veja trecho da entrevista:

     

    Fonte:  Midianews