Dia: 11 de junho de 2026

  • A proposta de Pivetta que pode destravar o impasse entre Mato Grosso e Pará

    A proposta de Pivetta que pode destravar o impasse entre Mato Grosso e Pará

    Em meio a uma discussão que já se arrasta há anos sobre os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará, uma fala do governador Otaviano Pivetta chamou a atenção pela serenidade, equilíbrio e, principalmente, pela preocupação com as pessoas que vivem na região afetada pela disputa.

    Ao participar da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, Pivetta não adotou um discurso de confronto. Pelo contrário. Sua postura foi a de quem compreende que, acima dos mapas, documentos e decisões judiciais, existem milhares de famílias que dependem diariamente dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso.

    O governador demonstrou maturidade ao defender uma solução baseada na cooperação entre os dois estados. Sua proposta é simples e lógica: Mato Grosso está disposto a continuar atendendo a população da região, mas precisa que haja uma compensação financeira por parte do Pará, já que é o estado paraense que arrecada impostos sobre essas áreas.

    Os números apresentados durante a audiência reforçam a dimensão do problema. São milhares de atendimentos na saúde, segurança pública, educação e outros serviços essenciais que vêm sendo prestados por Mato Grosso ao longo dos anos. Na prática, quem mora naquela região busca hospitais, delegacias, quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros mantidos pelo governo mato-grossense.

     

    O ponto mais importante da fala de Pivetta foi justamente retirar o foco da disputa política e colocá-lo na população. Em nenhum momento o governador demonstrou interesse em criar divisões entre os estados. Ao contrário, defendeu a união de esforços para garantir que ninguém fique desassistido.

    Também merece destaque sua preocupação com a continuidade dos serviços públicos. Uma eventual mudança administrativa sem planejamento poderia gerar impactos diretos para milhares de cidadãos que dependem dessas estruturas. Por isso, a busca por uma solução negociada e responsável parece ser o caminho mais sensato.

    Outro aspecto positivo foi o reconhecimento da importância do diálogo institucional. Ao defender uma parceria entre Mato Grosso e Pará, Pivetta demonstrou respeito às decisões judiciais e disposição para construir um entendimento que beneficie todos os envolvidos.

     

    A manifestação do ministro Flávio Dino segue na mesma direção ao afirmar que existem pessoas e problemas reais por trás da discussão territorial. Essa observação é fundamental. Afinal, não se trata apenas de uma linha divisória em um mapa, mas da vida de milhares de brasileiros que precisam de atendimento médico, segurança, infraestrutura e oportunidades.

    Acredito que a postura adotada pelo governador Otaviano Pivetta foi uma das mais equilibradas apresentadas até agora nesse debate. Sua fala foi acolhedora, conciliadora e focada no interesse coletivo. Em tempos de polarização e conflitos, ver uma autoridade defender a cooperação entre estados e o bem comum da população é algo que merece reconhecimento.

    Independentemente do resultado final dessa questão territorial, a prioridade deve continuar sendo a mesma: cuidar das pessoas. E foi exatamente essa mensagem que o governador levou ao Supremo Tribunal Federal.

    Por Ed Motta – Jornalista e Diretor da TV Mutum

  • Mendes: “WF fala estupidez e deve tá tomando remédio vencido”

    Mendes: “WF fala estupidez e deve tá tomando remédio vencido”

    Governador elevou o tom das criticas ao rival e exaltou impacto do novo parque aos mato-grossenses

     

    O ex-governador Mauro Mendes (União) saiu em defesa das obras do Parque Novo Mato Grosso nesta quarta-feira (10) e classificou como “estupidez” as críticas feitas pelo senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL).

    Nesta semana, Wellington afirmou que, se eleito, pretende paralisar as obras do parque, em Cuiabá, e direcionar os recursos previstos para a conclusão do complexo multieventos para projetos de habitação popular.

    Ao comentar a declaração, Mendes relembrou a trajetória política de Wellington, que acumula décadas de mandatos entre a Câmara dos Deputados e o Senado, e sugeriu que o parlamentar estaria “tomando remédio vencido”

    Esse senador já viajou o mundo todo com o seu dinheiro, mas não quer que você e sua família possam ter acesso a se divertir em um parque público. É revoltante ver um político de Mato Grosso, com mais de 30 anos de mandato como deputado federal e senador, falar uma estupidez tão grande”, afirmou.

     

     

    Senador Wellington, acho que o senhor está tomando remédio vencido. Poucos dias atrás, eu vi o senhor dizendo que era um perigo declarar as facções criminosas como terroristas. O senhor está fazendo um esforço enorme para parecer um candidato de direita e vem com um discurso alinhado à esquerda e ao presidente Lula”, emendou.

    Mendes afirmou que o empreendimento já recebeu mais de meio milhão de pessoas, somando os eventos realizados no local, e que mais de 70% das estruturas estão concluídas. Entre as atrações ainda em construção estão a Vila das Nações e uma roda-gigante que promete ser a maior da América Latina.

    Os políticos idiotas, talvez por inveja, incompetência ou desprezo pelo povo, criticam e falam bobagem”, disse.

     

    O ex-governador também afirmou que o Parque Novo Mato Grosso deverá custar menos aos cofres públicos do que a Arena Pantanal, cuja construção teria ultrapassado R$ 1 bilhão.

    Não dá nem para comparar a quantidade de eventos e o público que teremos no Parque com os que vão à Arena. Será que você nunca criticou nada daquele período em que a corrupção dominava o Estado de Mato Grosso?”, questionou.

    Mas, Wellington, eu fico tranquilo, pois espero que Deus ilumine a nossa população para que, nestas eleições, políticos com esse pensamento — de parar obras e ser contra declarar facções como terroristas — não sejam eleitos”, completou.

     

    Casas populares

    Mendes também afirmou que sua gestão (2019-2026) criou o programa Ser Família Habitação para a construção de moradias populares, paralelamente à implantação do novo parque. Segundo ele, a iniciativa foi ampliada na gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

    Quanto a fazer casas populares, Wellington, o nosso governo contratou, por meio do programa Ser Família Habitação, 40 mil casas. O Pivetta já estabeleceu uma nova meta: 60 mil. E não vamos precisar parar nenhuma obra iniciada. É só saber administrar e cuidar bem do dinheiro público”, afirmou.

     

    Fonte: Midianews

  • Duplicação da BR-163 avança com oito frentes de trabalho: 96 km estão em andamento

    Duplicação da BR-163 avança com oito frentes de trabalho: 96 km estão em andamento

    Meta é concluir os trechos previstos no contrato original até o fim de 2026

     

    As obras de duplicação da BR-163 em Mato Grosso seguem em ritmo acelerado, com oito frentes de trabalho simultâneas. Com o fim do período chuvoso, 39 equipes seguem trabalhando na duplicação de 96 km e na construção 20 obras de arte especiais, entre viadutos e dispositivos de retorno.

    Os projetos ainda envolvem a construção de cinco pontes, três passarelas para travessia de pedestres e sete quilômetros de vias marginais, além de  estruturas voltadas à segurança e à fluidez do tráfego, como acostamentos e faixas de segurança.

    O diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, destaca que a distribuição estratégica das equipes ao longo da rodovia contribui para o cumprimento da meta estabelecida pelo Governo de Mato Grosso, para a conclusão das obras até o fim de 2026.

    Os investimentos têm como foco ampliar a capacidade viária da BR-163, reduzir conflitos urbanos e elevar os níveis de segurança dos motoristas que utilizam diariamente a rodovia. Além dos benefícios para os usuários, as obras também representam impacto direto na logística nacional, considerando a importância da BR-163 para o transporte de cargas em Mato Grosso“, afirma.

    Desde que o Governo de Mato Grosso assumiu o controle acionário da concessionária Nova Rota do Oeste, em 2023, a BR-163 abriga a maior obra de infraestrutura rodoviária em execução no Brasil. Até dezembro de 2025 foram entregues 230 quilômetros de pista duplicada aos usuários da rodovia. Uma parte desses trechos já é utilizada nos dois sentidos e outra parte tem o tráfego direcionado para a pista nova, para a conclusão da recuperação estrutural da pista pré-existente.

    Foto: Nova Rota do Oeste

     

    Prazo

    A Nova Rota do Oeste trabalha para concluir as obras da BR-163 previstas no contrato original de concessão, que abrangem a região Norte do Estado e a Rodovia dos Imigrantes, no prazo de quatro anos, que foi proposto pelo Governo de Mato Grosso.

    Esse prazo representa metade do período formalmente acordado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Termo de Ajustamento de Conduta, que prevê que as obras sejam concluídas em oito anos.

     

    Fonte: Assessoria