Dia: 10 de abril de 2026

  • Leis aprovadas pela ALMT garantem direitos e ampliam proteção às pessoas com autismo em Mato Grosso

    Leis aprovadas pela ALMT garantem direitos e ampliam proteção às pessoas com autismo em Mato Grosso

    Mais de 30 leis em vigor em Mato Grosso voltadas à proteção e à inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram criadas pelo Parlamento estadual, consolidando um conjunto de políticas públicas que fortalecem direitos e ampliam o acesso a serviços essenciais nas áreas de saúde, educação, identificação, mobilidade, inclusão social, trabalho e apoio aos cuidadores.

    O autismo é uma realidade cada vez mais presente na sociedade e demanda ações estruturadas capazes de garantir inclusão, diagnóstico precoce e acesso a direitos. Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2021, aproximadamente uma em cada 127 pessoas tinha autismo em todo o mundo. No Brasil, o Censo Demográfico de 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que corresponde a 1,2% da população brasileira, segundo dados divulgados em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse contexto, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, reforça a importância da informação e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão.

    Além da aprovação das leis, a Assembleia Legislativa também atua na promoção do debate e da conscientização sobre o tema. Por iniciativa do deputado Wilson Santos (PSD), a Casa realiza o Simpósio do Autismo em Mato Grosso, que já está em sua quinta edição e reúne especialistas, profissionais da saúde, educadores e famílias para discutir avanços, desafios e estratégias de inclusão.

    Mais do que um conjunto de normas, as leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) dialogam com histórias reais vividas por famílias mato-grossenses. É o caso de Andressa Cristiane Ribeiro Moraes Nobre, 38 anos, casada, mãe de dois filhos e formada em Pedagogia.

    Andressa, mãe de Maria Eduarda Ribeiro Nobre, de 3 anos, percebeu desde cedo que a filha apresentava sinais diferentes no desenvolvimento. Segundo ela, o conhecimento adquirido na formação em Pedagogia ajudou a identificar atrasos importantes e a buscar respostas. Com o passar do tempo, após avaliações de diferentes profissionais, Maria Eduarda recebeu o diagnóstico de TEA nível 2 de suporte e, posteriormente, a própria mãe também foi diagnosticada com o transtorno.

    A mãe relata que já foi beneficiada por uma lei aprovada em Mato Grosso. Por meio da Lei Estadual nº 11.478/2021, ela conseguiu incluir, no documento de identidade da filha, Maria Eduarda, a informação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo ela, a medida trouxe alívio e mais segurança, especialmente após enfrentar situações de preconceito e incompreensão no início do diagnóstico, quando muitas pessoas duvidavam da condição da criança e atribuíam seu comportamento à falta de limites.

    Conseguir incluir a informação sobre o TEA da minha filha no documento de identidade, por meio da lei, trouxe mais segurança e dignidade para a nossa rotina. Esse registro evita constrangimentos em situações do dia a dia, facilita a compreensão das pessoas e garante o acesso ao atendimento prioritário de forma mais rápida e respeitosa. Para as famílias, é um direito que faz toda a diferença, porque assegura reconhecimento, proteção e mais tranquilidade para a criança e para quem cuida dela”, contou Andressa.

    A neuropsicopedagoga Sandra Souza, especialista no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista, explicou que o diagnóstico precoce pode impactar de forma decisiva a vida da criança e da família, porque permite aproveitar melhor os primeiros anos do desenvolvimento. Ela destacou ainda que o trabalho integrado entre profissionais, escola e família favorece intervenções individualizadas e mais eficazes.

    É importante identificar precocemente os sinais de atraso no desenvolvimento e buscar ajuda especializada o quanto antes”, destacou a profissional.

    Para Sandra, a terapia é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, assim como o acompanhamento psicopedagógico, pois favorece a comunicação, a socialização, a autonomia e a adaptação ao ambiente escolar e social. O acompanhamento precoce e contínuo contribui para ampliar as habilidades da criança e oferecer mais segurança às famílias ao longo do processo.

    A especialista destaca que, no estado, muitas pessoas já conseguem usufruir de garantias previstas em leis estaduais, como apoio escolar, inclusão educacional, acesso a medicamentos e serviços de saúde. “Hoje já é possível observar, na prática, que muitas dessas garantias estão saindo do papel e chegando ao dia a dia, seja por meio do diagnóstico precoce, do atendimento multidisciplinar, do acesso a medicamentos e terapias ou da inclusão escolar com suporte adequado. Essas leis mostram que a inclusão não depende apenas de boa vontade, mas de políticas públicas estruturadas, informação e compromisso institucional”, reforçou Sandra.

     

    Conheça algumas das leis:

    Lei nº 11.909/2022 – Institui a Política Estadual de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e apoio à família e aos cuidadores.

    Lei nº 10.791/2018 – Garante exames, avaliação para diagnóstico precoce, tratamento multidisciplinar e apoio aos familiares.

    Lei nº 11.349/2021 – Determina a aplicação do questionário M-CHAT para rastreamento precoce de sinais do autismo nas unidades de saúde.

    Lei nº 12.624/2024 – Estabelece a divulgação do fluxograma da jornada do paciente com autismo nas unidades de saúde.

    Lei nº 11.883/2022 – Inclui o TEA entre as condições atendidas pelo fornecimento de medicamentos à base de canabidiol no sistema público de saúde.

    Lei nº 13.232/2026 – Assegura prioridade no atendimento na política estadual de saúde bucal para pessoas com TEA.

    Lei nº 10.997/2019 – Cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIA).

    Lei nº 12.612/2024 – Atualiza a legislação da Carteira de Identificação do Autista e reforça a garantia de prioridade no acesso a serviços públicos e privados.

    Lei nº 11.478/2021 – Permite a inclusão da informação sobre a condição de pessoa com TEA no documento de identidade.

    Lei nº 10.873/2019 – Determina a inserção do símbolo mundial de conscientização do autismo nas placas de atendimento prioritário.

    Lei nº 11.060/2019 – Cria o censo quadrienal das pessoas com autismo e de seus familiares.

    Lei nº 10.170/2014 – Proíbe a cobrança de valores adicionais na matrícula ou mensalidade de estudantes com autismo.

    Lei nº 10.262/2015 – Institui a Semana Estadual de Conscientização e Reflexão sobre o Autismo no calendário oficial do estado.

    Lei nº 11.343/2021 – Cria o Programa Alimentação Inclusiva para Todos, abrangendo estudantes com necessidades alimentares específicas.

    Lei nº 11.689/2022 – Reforça a Política Estadual de Educação Especial, Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida.

    Lei nº 11.704/2022 – Proíbe a transferência ou o remanejamento de vagas, sem anuência dos pais, de estudantes com TEA, TDAH e dislexia.

    Lei nº 12.531/2024 – Permite que alunos com autismo e outras neurodiversidades com alteração sensorial não sejam obrigados a usar uniforme escolar.

    Lei nº 13.028/2025 – Determina a substituição de sinais sonoros por alternativas adequadas em escolas para evitar desconforto sensorial.

    Lei nº 13.255/2026 – Cria sistema de monitoramento e avaliação das políticas de inclusão nas escolas estaduais.

    Lei nº 12.191/2023 – Garante atendimento especializado nas provas realizadas pelo Detran para pessoas com TEA.

    Lei nº 12.192/2023 – Assegura o direito de ingresso e permanência em ambientes de uso coletivo acompanhada de cão de assistência.

    Lei nº 12.072/2023 – Garante às pessoas com TEA o exercício de atividades laborais compatíveis com sua aptidão e proíbe discriminação.

    Lei nº 12.626/2024 – Institui a Semana da Neurodiversidade no calendário oficial do estado.

    Lei nº 12.885/2025 – Cria o Selo Quebra-Cabeça para reconhecer empresas e organizações que promovem inclusão profissional de pessoas com autismo.

    Lei nº 12.915/2025 – Institui a identificação de veículos que transportam pessoas com TEA.

    Lei nº 13.169/2025 – Proíbe operadoras de planos de saúde de suspender ou cancelar serviços destinados a consumidores com autismo sem justa causa e aviso prévio.

    Lei nº 13.256/2026 – Torna obrigatória a realização de sessões de cinema adaptadas para crianças e adolescentes com TEA e suas famílias.

    Lei nº 11.785/2022 – Declara de utilidade pública a Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista.

    Lei nº 11.499/2021– Determina a inclusão de informações sobre os sintomas do TEA na carteira de vacinação.

    Lei nº 8.698/2007 – Prevê isenção tributária relacionada a veículos em situações específicas para pessoas com deficiência.

    Lei nº 9.586/2011 – Amplia hipóteses de isenção tributária relacionadas a veículos para pessoas com deficiência.

     

    Fonte:  Assessoria

  • Educação de Nova Mutum inicia workshops de formação sobre inovação pedagógica

    Educação de Nova Mutum inicia workshops de formação sobre inovação pedagógica

    A Secretaria Municipal de Educação de Nova Mutum, em parceria com o Programa A União Faz a Vida, iniciou na última terça-feira (7.abri.2026), no Auditório do ParkTech, o ciclo de workshops do Programa de Educação Inovadora: Educação & Futuro impactos, desafios e a ressignificação docente diante dos novos cenários de aprendizagem. A iniciativa, conduzida pelo Prof. Motta, visa capacitar professores multiplicadores da rede municipal com oficinas práticas bimestrais, promovendo a integração de teoria e prática para aprimorar o ensino.

    O programa prevê quatro encontros ao longo do ano, no formato “hands-on” (mão na massa), com foco em temas como tecnologias emergentes, metodologias ativas e estratégias que estimulam o protagonismo estudantil. Essa abordagem busca ressignificar o papel do docente, adaptando práticas pedagógicas aos desafios contemporâneos e alinhando-as às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No primeiro workshop, foram exploradas técnicas como Think, Pair & Share, Flipped Classroom (Sala de Aula Invertida) e Project Based Learning (Aprendizagem Baseada em Projetos), que tornam o aprendizado mais dinâmico e significativo.

    A Secretária Municipal de Educação, Elena Maria Maass Lima, enfatizou o impacto estratégico da formação continuada. “Investir na formação dos nossos professores é investir diretamente na qualidade da aprendizagem dos estudantes. Ao preparar professores multiplicadores, ampliamos o alcance dessas metodologias inovadoras em todas as escolas do município”, destacou ela.

    O Prof. Motta, responsável pela condução dos workshops, reforçou o caráter prático da iniciativa. “Esses encontros permitem que os educadores experimentem na prática ferramentas inovadoras, transformando desafios em oportunidades para uma educação mais colaborativa e centrada no aluno”, afirmou.

    Com essa estrutura, os participantes se tornarão agentes de disseminação, compartilhando saberes com colegas e fomentando uma cultura de inovação nas escolas.

    Fonte: Assessoria

  • STJ nega anular provas contra delegado acusado de corrupção

    STJ nega anular provas contra delegado acusado de corrupção

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso do delegado de Polícia Civil de Mato Grosso, Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, para anular as provas obtidas por interceptações telefônicas e escutas ambientais no âmbito da Operação Diaphthora, que revelou um “gabinete do crime” na delegacia de Peixoto de Azevedo.

    A decisão é assinada pelo ministro Rogerio Schietti Cruz e foi publicada nesta quinta-feira (9).

    Geordan Rodrigues é acusado de liderar um esquema de cobrança de propina dentro da delegacia. Ele e o investigador Marcos Paulo Angeli foram presos na operação, deflagrada em abril de 2024, e respondem ação penal na Justiça por corrupção passiva.

    No recurso, a defesa alegou que as provas seriam ilegais por suposta quebra da cadeia de custódia, sob o argumento de que não teve acesso a dados técnicos das gravações, como metadados e códigos de verificação, o que impediria a realização de perícia independente.

     

     

    O ministro, no entanto, rejeitou o argumento e afirmou que não há, até o momento, qualquer indício concreto de adulteração ou irregularidade no material coletado.

    Ao contrário, conforme delineado pelo Juízo singular e chancelado pelo Tribunal de origem, foram fornecidos os dados acerca dos métodos empregados, tanto na escuta telefônica, realizada a partir do sistema Guardião, quanto na captação ambiental, inclusive a especificação dos equipamentos utilizados, intervalos de coleta, modo de armazenamento e a disponibilização dos arquivos em mídias físicas. Esclareceu-se, ainda, a disponibilidade da integralidade dos conteúdos à defesa“, escreveu.

    Na decisão, o magistrado ainda destacou que eventuais falhas na cadeia de custódia não anulam automaticamente as provas e devem ser analisadas junto com o restante do conjunto probatório, ao final da ação.

    Ele ainda ressaltou que o processo não foi sentenciado e que a defesa terá oportunidade de questionar a validade das provas durante a fase final, não sendo possível afastá-las de imediato por meio de habeas corpus.

    Portanto, inexistente evidência de violação material da integridade das provas e da possibilidade de sua plena análise durante a instrução, não há falar em ilicitude ou nulidade a ser reconhecida de plano“.

     

    O caso

    De acordo com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o delegado e o investigador são acusados de solicitar o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

    Conforme a investigação, o esquema ainda contava com participação de advogados e garimpeiros da região.

     

    Fonte: Midianews

  • Cresce pressão para que Podemos indique vice de Pivetta; aliados defendem nome de Max

    Cresce pressão para que Podemos indique vice de Pivetta; aliados defendem nome de Max

    O crescimento acelerado do Podemos em Mato Grosso, sob liderança do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Max Russi, tem ampliado a pressão interna para que o partido indique o nome do candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), que articula pré-candidatura ao Governo do Estado em 2026.

     

    A sigla, que ganhou força política nas últimas semanas com a chegada de três deputados estaduais, agora projeta uma meta ousada para o próximo pleito: eleger até cinco parlamentares estaduais e ultrapassar a marca de 300 mil votos em todo o Estado. No entendimento de lideranças e aliados, a ascensão do partido naturalmente coloca o Podemos na disputa por espaços mais estratégicos na composição majoritária.

     

    Conforme apurou o GD, dentro do quadro de filiados, o nome que reúne maior apoio para ocupar a vaga de vice é justamente o de Max Russi. Para integrantes do grupo, o presidente da Assembleia tem “cacife” e maturidade política suficientes para deixar o Legislativo e disputar uma posição no Executivo estadual, fortalecendo o projeto de protagonismo que o partido tenta consolidar.

     

    Apesar do movimento crescente nos bastidores, aliados ponderam que a indicação ainda não é tratada como imposição. A avaliação é de que as conversas seguem em andamento e dependem da costura política envolvendo outras forças da base que devem compor o palanque de Pivetta.

     

    O Podemos chega às eleições de 2026 com discurso de protagonismo, após atrair nomes de partidos como PSB, Republicanos e União Brasil. Além do foco no fortalecimento da bancada estadual, a legenda também sonha em eleger um deputado federal, ampliando presença em Brasília e consolidando um novo patamar político no Estado.

     

    A movimentação representa uma guinada em relação ao desempenho do partido na última eleição. Em 2022, o Podemos teve atuação considerada tímida em Mato Grosso, somando apenas 9.562 votos, com candidaturas como Dra Mara, Cabo Juliano Rabelo, Dr. Marcos Harter, Lucieder Luz, Manoel Nossangue, Dr. Cesar Lima, Celia Arruda, Mestre Cesar Rasec e Leonice Lotufo.

     

    Fonte:  Gazetadigital