Dia: 16 de fevereiro de 2026

  • Colíder volta ao comando da AMM após mais de 30 anos e reafirma protagonismo no Nortão

    Colíder volta ao comando da AMM após mais de 30 anos e reafirma protagonismo no Nortão

    Município participou da fundação da AMM em 1983, presidiu a entidade entre 1989 e 1991 e retorna agora ao centro das decisões estadual com Hemerson Máximo

    O município de Colíder volta a ocupar posição de destaque na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), entidade que representa os municípios do Mato Grosso.

    Mais do que um fato político, trata-se de um marco histórico que conecta passado, presente e futuro da gestão pública colidense.

    Desde a fundação: Colíder presente no nascimento da AMM: A relação do município com a AMM começou ainda na origem da entidade, em 1983.

    O saudoso ex-prefeito João Guedes, um dos pioneiros da política local, participou do processo de fundação da associação, período em que o municipalismo ganhava força no Estado.

    Colíder já demonstrava, ali, vocação para participar das grandes decisões estaduais.

    Colíder no comando estadual (1989–1991): Poucos anos depois, o município alcançou protagonismo ainda maior.

    O então prefeito Evaldo Jorge Leite assumiu a presidência da AMM no biênio 1989–1991, colocando Colíder diretamente na liderança da principal entidade municipalista de Mato Grosso.

    Foi um período estratégico para a consolidação da representação dos municípios junto ao Governo do Estado.

    Um detalhe simbólico marca essa passagem do tempo: Hemerson Máximo nasceu em 1988, ou seja, ainda era criança quando Colíder já ocupava o comando da AMM.

    Três décadas depois: o retorno com Maninho: Passadas mais de três décadas, Colíder retorna ao centro das decisões com Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, atual 1º vice-presidente da AMM na gestão 2024/2026.

    Em 2025, ele assumiu a presidência da entidade como presidente em exercício, simbolizando o retorno do município ao comando estadual após mais de 30 anos.

    Esse momento representa renovação política, continuidade histórica e fortalecimento institucional.

    Colíder como referência no Nortão: Em um cenário estadual cada vez mais desafiador, ter novamente um gestor ligado a Colíder no comando da AMM amplia a representatividade do município e fortalece a voz do Nortão nas discussões estaduais.

    Colíder mostra que não apenas acompanha a história — ajuda a construí-la.

    Do pioneirismo de João Guedes, passando pela presidência de Evaldo Jorge Leite, até a atual vice-presidência exercida por Hemerson Máximo, o município reafirma seu papel de liderança regional.

    E a história continua sendo escrita.

    Fonte: Redação Paginado Nortão

     

  • Pivetta assume Governo de Mato Grosso pela 18ª vez e reforça protagonismo político

    Pivetta assume Governo de Mato Grosso pela 18ª vez e reforça protagonismo político

    O vice-governador Otaviano Pivetta assumiu interinamente o comando do Mato Grosso entre os dias 14 e 18 de fevereiro, após a transferência oficial do cargo realizada pelo governador Mauro Mendes.

    O ato foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado neste domingo (15), formalizando mais um período de gestão temporária de Pivetta à frente do Palácio Paiaguás.

    Esta é a 18ª vez que Otaviano Pivetta assume o Governo do Estado desde 2019, o que consolida sua presença constante na administração estadual e reforça seu papel estratégico dentro da atual gestão. A última interinidade ocorreu entre os dias 21 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026.

    A maioria dos afastamentos do governador Mauro Mendes ocorreu em razão de férias curtas, além de compromissos internacionais e assuntos particulares, períodos em que Pivetta passou a responder diretamente pelo Executivo estadual, conduzindo agendas administrativas, políticas e institucionais.

    Com uma trajetória marcada por experiência política e administrativa, Otaviano Pivetta vem utilizando esses momentos de titularidade para ampliar sua visibilidade junto à população e fortalecer articulações político-partidárias. Pré-candidato declarado à sucessão de Mauro Mendes, o vice-governador tem intensificado diálogos, participado de agendas estratégicas e se posicionado como um dos principais nomes do cenário político estadual para o próximo pleito.

    A recorrência na condução do Governo também evidencia a confiança depositada por Mauro Mendes no vice, além de garantir continuidade administrativa e estabilidade nas decisões durante os períodos de afastamento do titular.

    Fonte: Redação

  • Com obras em rodovias e ferrovias, Mato Grosso avança na atração de empresas e na expansão industrial

    Com obras em rodovias e ferrovias, Mato Grosso avança na atração de empresas e na expansão industrial

    Os investimentos em infraestrutura logística realizados pelo Governo de Mato Grosso têm contribuído para acelerar o desenvolvimento econômico do Estado e fortalecer a atração de novas empresas. Segundo dados da Receita Federal, compilados pelo Observatório de Mato Grosso da Federação das Indústrias (Fiemt), o número de indústrias e de empresas de grande porte cresceu 30% no Estado.

    Para o secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Anderson Lombardi, a infraestrutura é um dos pilares para sustentar o avanço econômico. “Não adianta termos mais produção e muitas indústrias e não conseguirmos escoar toda a nossa produção, tanto a industrial quanto a primária”, afirmou. Segundo ele, os investimentos em rodovias, ferrovias e novas rotas logísticas ampliam a competitividade de Mato Grosso e contribuem para inserir o Estado de forma mais estratégica no mercado global.

    Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já asfaltou 6.189 quilômetros de rodovias em todo o Estado, incluindo estradas estaduais e trechos executados em vias municipais por meio de convênios com prefeituras e associações. O volume supera a meta estabelecida pela atual gestão e representa um recorde histórico. A previsão é que, até o fim de 2026, o Estado tenha pavimentado mais quilômetros em oito anos do que em todas as gestões anteriores da história de Mato Grosso.

    Além da pavimentação, o Estado já recuperou 3.732 quilômetros de rodovias desde 2019. A manutenção da malha é considerada estratégica para garantir segurança viária e eficiência no transporte, especialmente em trechos com intenso fluxo de veículos pesados.

     

    A expansão da infraestrutura ferroviária também tem papel central na nova fase de crescimento econômico de Mato Grosso. A Ferrovia Estadual, construída pela empresa Rumo e considerada a maior obra ferroviária em execução no país, terá 162 quilômetros na primeira fase, ligando Rondonópolis aos municípios de Campo Verde e Dom Aquino. Com cerca de 73% de execução, a previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2026, ampliando a capacidade de escoamento da produção agrícola e industrial.

    Outro projeto estratégico é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), com 1.641 quilômetros previstos para conectar Mato Grosso e Goiás à Ferrovia Norte-Sul e aos portos de Santos e Itaqui, fortalecendo a competitividade da produção mato-grossense no mercado nacional e internacional.

    Segundo Lombardi, a integração logística deve reduzir custos e ampliar o alcance mundial dos produtos do Estado. “Temos a construção da Fico, que vai levar nosso produto até Goiás, com possibilidade de seguir até o Maranhão. Temos a rota bioceânica, a possibilidade de levar ao outro lado, ao oeste da América do Sul, nossa produção. Isso economizaria em torno de 10 a 15 dias de transporte para a China, por exemplo. Então, esses investimentos vão fazer com que Mato Grosso fique em evidência em nível mundial”, afirmou.

     

    O avanço na infraestrutura ocorre paralelamente à expansão do setor industrial em Mato Grosso. De janeiro a outubro de 2025, foram abertas 2.727 novas indústrias que permanecem ativas no Estado e que não se enquadram como microempreendedor individual, conforme dados da Receita Federal compilados pela Fiemt. O resultado reforça o ambiente favorável aos negócios e a diversificação da produção, impulsionada por investimentos logísticos, segurança jurídica e políticas de atração de empreendimentos.

    De acordo com o secretário, o crescimento industrial é resultado da melhoria da infraestrutura e da atuação contínua do governo na promoção econômica do Estado. Ele ressalta que a participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, aliada ao diálogo permanente com a classe produtiva, tem ampliado a visibilidade de Mato Grosso e atraído novos investidores. “A ideia da Sedec, junto com o Governo do Estado, é participar das maiores feiras de comércio do mundo, levando a divulgação de Mato Grosso ao exterior. Como somos fortes no agronegócio, levamos o setor às feiras”, afirmou.

    De acordo com Lombardi, o fortalecimento da infraestrutura logística, energética e social tem ampliado as condições para a instalação de empresas em diferentes regiões do Estado e consolidado um ambiente favorável ao crescimento econômico. “Hoje, o número de indústrias que se instalam no Estado também é impressionante. O aumento de indústrias em Mato Grosso é de 30%”, disse.

    O tema foi abordado durante entrevista de Anderson Lombardi ao programa Apro 360, da Aprosoja, que será exibido em breve.

    Fonte: Assessoria

  • Bombeiros capturam cobra de 2,5 metros em telhado de residência

    Bombeiros capturam cobra de 2,5 metros em telhado de residência

    O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) capturou, na manhã deste sábado (14.2), uma cobra caninana que estava no telhado de uma residência localizada no Distrito de Groslândia, em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).

    A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada via 193 por volta das 10h.

    Ao chegar, a equipe constatou que se tratava de uma serpente da espécie caninana, com cerca de 2,5 metros de comprimento, que estava enrolada no telhado da casa.

    Os bombeiros realizaram a captura da cobra com os devidos cuidados e fizeram a avaliação do animal, que não apresentava lesões ou ferimentos, estando apta a retornar ao seu habitat natural. A serpente foi levada até um local apropriado e solta.

    A caninana (Spilotes pullatus) é uma das maiores e mais ágeis serpentes do Brasil, ultrapassando 2,5 metros de comprimento, conhecida por sua cor preta e amarela. Apesar de não ser peçonhenta e ser inofensiva aos humanos, possui comportamento defensivo intimidador, achatando o pescoço e agindo rapidamente. Habita diversos biomas brasileiros, sendo ativa durante o dia e boa escaladora.

    O Corpo de Bombeiros ressalta que, em casos envolvendo animais silvestres, o cidadão deve entrar em contato pelo 193, solicitando auxílio. Em nenhuma hipótese deve tentar capturar o animal por conta própria.

    Fonte: Bombeiros MT

  • Nova Mutum: 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar realiza sorteio do Projeto Bombeiros do Futuro

    Nova Mutum: 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar realiza sorteio do Projeto Bombeiros do Futuro

    A 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (CIBM), em colaboração com a Secretaria de Cidadania e Assistência Social do município, concluiu nesta sexta-feira (13.fev.2026) o sorteio ao vivo da 13ª edição do Projeto Bombeiros do Futuro. Transmitido publicamente, o processo definiu 40 vagas regulares para crianças de 8 a 12 anos, além de 20 nomes para o cadastro de reserva, entre 257 inscritos deferidos.

    Das 40 vagas, 20 foram reservadas especificamente para famílias atendidas pela Assistência Social, representando 25% do total e evidência uma estratégia assertiva de inclusão social. Essa reserva estratégica amplia o alcance do projeto, potencializando impactos de longo prazo na formação cidadã e na redução de desigualdades locais.

    Os responsáveis terão um prazo específico para confirmação de matrícula. Em casos de desistência ou não comparecimento, o próximo da lista de reserva será convocado, preservando rigorosamente a ordem do sorteio. As aulas estão previstas para iniciar em março de 2026, alinhando-se ao calendário escolar e ao cotidiano das famílias selecionadas.

    Essa 13ª edição reforça o modelo replicável do programa, que une disciplina militar preventiva a ações assistenciais.

    Fonte: Assessoria

  • Primeira prefeita de MT rompeu liderança tradicional de coronéis

    Primeira prefeita de MT rompeu liderança tradicional de coronéis

    Muito antes da presença feminina se tornar algo comum nas urnas e em cargos políticos, Lígia Borges de Figueiredo desafiava estruturas dominadas por homens no interior de Mato Grosso. Eleita prefeita de Rosário Oeste para o mandato de 1947 a 1949, ela entrou para a história como a primeira mulher a comandar um município mato-grossense por meio do voto popular, feito raro no Brasil da década de 1940.

    Natural do distrito do Bauxi, em Rosário, Lígia nasceu em 1º de março de 1904. Era filha do coronel Artur de Campos Borges e de Mariana de Moraes Borges, família tradicional da região. Ela cresceu em um ambiente marcado pelas transformações políticas que começavam a ganhar força no País nas primeiras décadas do século XX.

    Em 1946, quando concorreu ao cargo de prefeita aos 42 anos, o Brasil vivia um momento decisivo de redemocratização após o fim do Estado Novo de Getúlio Vargas. A deposição do presidente, em 1945, abriu caminho para a convocação de eleições gerais e para a elaboração de uma nova Constituição.

    No pleito presidencial daquele ano, o general cuiabano Eurico Gaspar Dutra foi eleito, marcando o retorno do País à normalidade institucional. Em setembro de 1946, foi promulgada a nova Constituição Federal, restabelecendo garantias democráticas, autonomia dos estados e eleições diretas em diferentes níveis.

    Nos estados, inclusive em Mato Grosso, esse processo significou a reorganização partidária e a retomada das disputas municipais pelo voto popular. A Constituição estadual de 1947 regulamentou a realização das eleições para prefeitos e vereadores, encerrando a fase em que os chefes do Executivo local eram nomeados.

    Quebra de paradigma

    Lígia Borges de Figueiredo

    Alguns registros de Lígia seguem preservados em arquivos históricos da Prefeitura de Rosário Oeste

    Foi nesse ambiente de reconstrução democrática, ainda marcado por estruturas políticas conservadoras e pela predominância masculina nos espaços de poder, que Lígia se lançou candidata no interior mato-grossense. Um gesto que, à época, destoava do padrão vigente.

    Isto porque a eleição de uma mulher naquele contexto era altamente improvável. O voto feminino havia sido reconhecido apenas em 1932 e ainda encontrava resistência cultural, sobretudo em cidades do interior, onde as decisões políticas estavam concentradas nas mãos de lideranças tradicionais, muitas vezes ligadas aos chamados “coronéis”.

    Concorrer a um cargo majoritário e vencer uma eleição municipal, portanto, representava não apenas uma vitória individual, mas uma ruptura simbólica com padrões sociais profundamente enraizados na época.

    Grande estudiosa da história de Lígia, a pesquisadora e historiadora Neila Barreto compartilhou parte de seus textos sobre o que descobriu da vida da figura histórica de Rosário.

    Segundo Neila, à época, outro nome era cotado para disputar a Prefeitura de Rosário. A poucos dias do pleito, diante da avaliação de que a candidatura poderia ser derrotada, lideranças decidiram convidar Lígia para se candidatar a prefeita.

    Ela aceitou e enfrentou Paulo Modesto nas urnas, saindo vitoriosa com 451 votos contra 161 votos de seu concorrente.

    A viúva de Paulo Modesto, Aracy Canavarros Modesto, fez um relato a Neila em 2017 em que afirmou que o marido praticamente não fez campanha contra Lígia pelo fato dela ser sua tia.

    O fato de uma mulher lançar-se candidata e vencer uma eleição municipal naquele período já representava, por si só, uma ruptura histórica.

     

    Marcas da gestão

    De acordo com Neila, à frente do Executivo, Lígia imprimiu dinamismo administrativo. Entre as realizações do mandato estão a doação de terreno para construção do Hospital do Amparo e a cessão de uma área de 150 hectares para a instalação de um Posto Agropecuário do Ministério da Agricultura, iniciativa estratégica para o desenvolvimento rural da região.

    O projeto mais emblemático, segundo os registros da história e estudos coletados por Neila, foi a construção da Usina Hidrelétrica do Tombador, instalada no ribeirão de mesmo nome.

    Viabilizada com empréstimo estadual, autorizado em 1949, a obra levou energia elétrica à municipalidade e se tornou referência por ter sido conduzida por uma prefeita em uma época em que a presença feminina na administração pública era praticamente inexistente.

    Lígia Borges de Figueiredo

    Parte de sua história inserida em quadro na Sala da Mulher do Instituto Memória do Poder Legislativo

    A área abriga atualmente a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Cachoeira do Tombador, reforçando o valor histórico e ambiental do local.

     

    Receitas milagrosas

    Paralelamente à vida política, Lígia também era reconhecida pelo trabalho comunitário. Produzia e distribuía remédios homeopáticos para a população carente de Rosário Oeste, sendo lembrada pelas “receitinhas” que ajudavam a aliviar males cotidianos e pela escuta atenta a quem a procurava.

    Em uma época de acesso restrito à saúde, sua atuação extrapolava os limites do cargo público.

     

    Lembrança que persiste

    A memória de sua gestão, no entanto, enfrenta lacunas documentais. Parte dos registros se perdeu ao longo das décadas. O que se conhece hoje resulta, em grande medida, de pesquisas históricas e de relatos preservados por familiares e estudiosos como Neila.

    Apesar da dificuldade de encontrar conteúdos de fácil acesso, em Rosário Oeste a memória de Lígia ainda segue forte e preservada na Prefeitura do município e em galerias históricas.

    Seu legado político teve continuidade com o filho caçula, Milton Borges de Figueiredo, tendo sido prefeito de Rosário Oeste por duas vezes, de 1967 a 1970 e de 1973 a 1977.

    O pioneirismo de Lígia antecedeu outras trajetórias femininas de destaque em Mato Grosso, como a de Sarita Baracat de Arruda, e dialoga com marcos nacionais, como a eleição de Alzira Luíza Soriano Teixeira, primeira mulher eleita prefeita no Brasil, em 1928.

    Lígia morreu em 5 de outubro de 1990, aos 96 anos, em Cuiabá. Segundo Neila, a política deixou registrada na história mato-grossense a marca de uma pioneira que abriu caminho para a presença feminina no poder.

    Fonte: Midianews