O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a condenação dos réus pelo assassinato de sua filha, Raquel Cattani, representa um alento para a família, embora não seja capaz de encerrar a dor provocada pelo crime. A declaração foi dada após o encerramento do Tribunal do Júri que condenou os irmãos Romero e Rodrigo Xavier Mengarde, na madrugada desta sexta-feira (23), em Nova Mutum.
“É como um remédio amargo. Não tem como encerrar, não tem como esquecer, não tem como modificar. O que está feito, está feito. Mas é uma coisa que ameniza sim“, disse o parlamentar, ao comentar a decisão que resultou em mais de 63 anos de prisão somados aos condenados.
Para Cattani, apesar da expectativa pela condenação, as penas aplicadas ainda refletem fragilidades da legislação penal brasileira. “As limitações de condenação, em nosso entendimento, são fracas no nosso país. Mas é um alento, é a sensação de que eles vão pagar ao menos um pouco daquilo que fizeram de mal à sociedade, principalmente à nossa família“, afirmou
O deputado também fez questão de diferenciar críticas ao sistema legal de eventuais questionamentos à atuação dos profissionais envolvidos no julgamento. Segundo ele, Ministério Público, Defensoria Pública e Judiciário cumpriram seus papéis de forma exemplar ao longo do processo.
“Quando eu digo que a justiça falha no nosso país, não me refiro aos agentes envolvidos, mas às legislações. Ver a justiça sendo efetivada como foi aqui é o que mais nos conforta“, declarou. Cattani ainda elogiou a condução do júri, destacando a atuação da magistrada e dos demais participantes da sessão. “Todos foram espetaculares nas suas funções“, completou.
Raquel Cattani foi morta a facadas em julho de 2024, aos 26 anos, dentro da própria residência, em Nova Mutum. O crime foi enquadrado como feminicídio, praticado no contexto de violência doméstica, e teve todas as qualificadoras acolhidas pelo Conselho de Sentença.
O réu Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado e furto majorado. Já o réu Romero Xavier Mengarde recebeu a pena definitiva em 30 anos de reclusão pelo homicídio qualificado. Ambos cumprindo em regime fechado.
Fonte: Olhar juridico



